55 obras em 1 mil km de estradas dificultam saída de SP no fim de ano

Em Sorocaba e São Paulo

  • Luis Cleber/ Estadão Conteúdo

Estradas lotadas e com trechos em obras vão exigir muita atenção dos motoristas neste fim de ano, no Estado de São Paulo. Só nas vias administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) há 55 obras em andamento em 1,1 mil quilômetros de extensão.

Para o litoral (Padre Manuel da Nóbrega), a previsão é de tráfego intenso na saída para o Natal já a partir das 6h desta sexta-feira (23). As estradas para o interior devem ter tráfego intenso a partir da tarde de sexta e no sábado (24).

A previsão é de 7,3 milhões de veículos deixando a região metropolitana.

O movimento maior será para as praias. A Operação Verão, lançada na segunda-feira (19), em Santos, prevê reforço de 2,7 mil policiais militares em 16 municípios do litoral paulista. 

Nas rodovias, a fiscalização terá mais câmeras e radares. As concessionárias e empreiteiras do DER vão suspender a maioria das obras no Natal e ano-novo, mas trechos vão continuar bloqueados por obras paradas ou que não podem ser interrompidas.

A Rodovia dos Imigrantes (SP-160), rota para o litoral, ganhou quatro novos viadutos entre os quilômetros 65,2 e 67,6, em São Vicente, mas a via Marginal de acesso à cidade pela Linha Amarela continua fechada. Também o acesso da cidade à rodovia terá obras até o fim do mês. No restante do Sistema Anchieta-Imigrantes, os trabalhos foram interrompidos ontem e serão retomados às 12 horas do dia 3 de janeiro.

A Rio-Santos (SP-55) tem obras de contenção de encostas e duplicação em Caraguatatuba, mas o trecho está sem interdições.

Na Tamoios, principal ligação com o litoral norte, há obras de alargamento da curva localizada no quilômetro 72,6, um trecho de serra. Com a ampliação, a pista passará de 11 para 14 metros de largura.

A Anhanguera, uma das principais rodovias do interior, tem obras de recuperação de pavimento, com interdições de faixas de Santa Rita do Passa Quatro a Orlândia, mas os bloqueios serão suspensos nos feriados.

Na Raposo Tavares, quem segue para o interior enfrenta mais de 100 quilômetros de pista ruim entre Itapetininga e Paranapanema.

Para o motorista Jorge Alcântara Machado, de 52 anos, de Montes Claros (MG), é o pior trecho em estradas paulistas. "Passo por ali para contornar pedágio, que é caro, mas às vezes não compensa, pois há risco de perder pneus ou sofrer acidente." O DER realiza audiências públicas para fazer a recuperação.

A Rodovia João Mellão (SP-255) tem obras de duplicação em Avaré, entre os quilômetros 254,2 e o 261,4.

A Waldomiro de Camargo Barros (SP-75), entre Sorocaba e Itu, está com a duplicação paralisada, com trecho de pista simples entre os quilômetros 50 e o 53, e ainda dos quilômetros 65 ao 70, com sinalização.

Os motoristas reclamam de buracos e falta de sinalização na Dona Leonor Mendes de Barros (SP-333), em Marília, onde as obras de duplicação, de 9 quilômetros, seguem em ritmo lento. O DER afirma que o trecho está sinalizado.

Régis

Na federal Régis Bittencourt (BR-116), ligação com Curitiba, há obras de duplicação na Serra do Cafezal, em Miracatu, e a concessionária recomenda cuidado em todo o trecho da serra, do quilômetro 336, em Juquitiba, ao quilômetro 370 em Miracatu.

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