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Ou governo federal ajuda, ou faz intervenção, diz Picciani sobre crise no RJ

O deputado estadual Jorge Picciani (PMDB-RJ), presidente da Alerj - Júlio César Guimarães/UOL
O deputado estadual Jorge Picciani (PMDB-RJ), presidente da Alerj Imagem: Júlio César Guimarães/UOL

No Rio

20/02/2017 11h53

Começou pouco antes das 11h30 desta segunda-feira (20), a sessão de votação, na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), do projeto de lei que autoriza a privatização da Cedae, a estatal fluminense de águas e esgoto.

O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), demonstrou convicção na aprovação do texto base e na derrubada dos destaques e voltou a defender a aprovação da privatização, medida exigida pelo governo federal como contrapartida do plano de recuperação fiscal, firmado com o Rio no fim de janeiro.

"O único que tem dinheiro para colocar as contas em dia é o governo federal. Ou ele ajuda de uma forma ou faz a intervenção federal", disse Picciani.

O deputado pretende terminar a votação na segunda mesmo, embora já tenha sessões marcadas para continuar a votação todos os dias, desta data até a quinta-feira (23).

Na discussão, o projeto de lei recebeu 211 emendas dos deputados estaduais. Segundo Picciani, após o texto base enviado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) ser votado no plenário, os deputados poderão apresentar suas emendas como destaque, a serem votados um por um.

Picciani calculou que as emendas serão aglutinadas em, no máximo, 20 destaques, pois o regimento da Alerj impõe limites para a apresentação de destaques por bancada.

"Imagino de 14 a 20 destaques, no máximo, o que é possível votar talvez ainda hoje. Vou trabalhar com essa vontade, sem nenhuma pressa, dando todo o direito (à oposição). Cada destaque demora entre 30 e 40 minutos. Se não der para votar hoje, será votado amanhã", disse Picciani, após a reunião do Colégio de Líderes partidários da Alerj na manhã desta segunda-feira.

Picciani não descartou convocar sessões extraordinárias, se faltar pouco para terminar a votação.