Ibirapuera tem megablitz contra bebida em 'rolês'

BRUNO RIBEIRO, JULIANA DIÓGENES E FELIPE RESK

São Paulo

Três intervenções em "rolezinhos" realizadas neste mês pela gestão João Doria (PSDB) no Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, resultaram na apreensão de cerca de 1,2 mil litros de bebidas alcoólicas. A ação da Prefeitura inclui revista a mochilas de jovens e distribuição de material educativo.

A força-tarefa conta com a participação de cerca de cem guardas civis ligados à Secretaria de Segurança Urbana, além de integrantes de outras cinco pastas municipais e das polícias Civil e Militar do Estado. Segundo a Prefeitura, a quantidade de bebida apreendida tem diminuído gradativamente desde o início das ações.

Na primeira ofensiva, a gestão Doria diz ter recolhido cerca de 650 litros de álcool. Já as apreensões seguintes somaram 301 e 247 litros, respectivamente. De acordo com a Prefeitura, a ação tem como objetivo evitar a venda ilegal de bebida alcoólica e o consumo de drogas por adolescentes nos parques.

No primeiro domingo do mês, equipes de saúde da Prefeitura dizem ter atendido três casos de coma alcoólico, além de uma agressão sofrida por um jovem que participava do "rolezinho" no Ibirapuera. Na semana seguinte, houve apenas um atendimento médico e um rapaz também foi detido por porte de lança-perfume na área externa do parque. Já no último fim de semana, a Prefeitura diz não ter registrado nenhum atendimento.

Além do Ibirapuera, uma ação semelhante foi promovida no sábado no Parque do Carmo, na zona leste. Terminou com 350 litros apreendidos.

Ao todo, a Prefeitura informou ter recolhido 1.568 litros de bebida desde o início da força-tarefa, no dia 5 de março.

Ampliação

Ontem, o prefeito João Doria afirmou que a força-tarefa será intensificada e também ampliada para outros parques, além de mercados, supermercados, bares e pontos de dose. "Mais de mil garrafas de bebidas foram apreendidas nas entradas", disse.

O prefeito, no entanto, não quis informar quais parques serão alvo da operação. "Não é prudente falar porque senão eles vão escapar e buscar outros", afirmou Doria.

Os investigadores são responsáveis por monitorar redes sociais de organizadores de "rolezinhos" e detectar migração de adolescentes para outros parques da cidade. "Como já estamos atentos, vamos fazer a fiscalização também nos demais parques", disse Doria.

Em nota, a Prefeitura afirma que "os adolescentes estão sendo orientados a aproveitar o espaço dos parques da melhor forma, por meio de atividades esportivas, culturais e de lazer". "Paralelamente, guardas civis metropolitanos e fiscais das prefeituras regionais fiscalizam o comércio ilegal de bebidas e o consumo por adolescentes", diz o comunicado.

Nas redes

A ação da Prefeitura no último fim de semana repercutiu nas redes sociais. Em grupos do Facebook dedicados a "rolezinhos" no Ibirapuera e no Parque do Carmo, adolescentes compartilharam reportagens sobre o ocorrido e fizeram piada da situação.

"Vamos fazer o próximo passar na TV também, kkkkk", postou uma jovem, com link para uma reportagem sobre a operação. "Cuidado, estão querendo achar quem organizou esse evento", escreveu um rapaz, marcando o encontrou ocorrido no Parque do Carmo.

Os jovens também compartilharam reportagens em que frequentadores dos eventos relataram supostos abusos cometidos por GCMs que atuaram em conjunto com os fiscais da Prefeitura. Nas mensagens, não há menção ao consumo de álcool, apenas à motivação de se reunir para "tirar foto" e "beijar".

A ação do poder público, contudo, não serviu como fator de desmotivação de novos "rolezinhos". Já há um marcado para o próximo domingo no Ibirapuera com 25 mil pessoas interessadas e 10 mil confirmações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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