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Já temos impeachment, para que recall?, questiona Janaina Paschoal

30.ago.2016 - A advogada Janaina Paschoal, autora do pedido de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, afirmou durante o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff no Senado, que "sofreu" por pedir o impedimento da primeira presidente mulher do Brasil. Mas afirmou em seguida que "ninguém pode ser protegido por ser mulher" - Geraldo Magela/Agência Senado
30.ago.2016 - A advogada Janaina Paschoal, autora do pedido de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, afirmou durante o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff no Senado, que "sofreu" por pedir o impedimento da primeira presidente mulher do Brasil. Mas afirmou em seguida que "ninguém pode ser protegido por ser mulher" Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

Elisa Clavery

23/06/2017 10h26

Uma das autoras do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a advogada Janaina Paschoal criticou, nesta sexta-feira (23) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria a possibilidade de revogação, por parte dos próprios eleitores, do mandato de presidente da República. Apelidada de "recall", a proposta já foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

"Para presidentes que cometem crimes, temos o instituto do impeachment, que já se mostrou suficiente por duas vezes! Para que recall?", questionou Janaina, por meio de seu Twitter.

Segundo a advogada, a proposta acabaria fortalecendo o presidencialismo de coalizão. "O presidente será ainda mais refém do Congresso! Isso é uma armadilha", escreveu. Na visão de Janaína, o recall seria uma forma de "instituir o parlamentarismo por meios oblíquos".

O texto propõe que o presidente da República possa ter seu mandato revogado a partir de proposta assinada por, no mínimo, 10% dos eleitores que tenham ido às urnas. O pedido só pode ser feito no segundo e no terceiro anos do mandato.

Para que se validasse a revogação do mandato, o Congresso convocaria um referendo popular. Se a população decidir pela revogação, o cargo será declarado vago, mas não serão necessariamente realizadas novas eleições - quem assumiria é o vice-presidente.

A PEC segue para o plenário da Casa, onde vai ser analisada em dois turnos.