Em resposta a Dodge, PGR diz não haver redução de valores destinados à Lava Jato em Curitiba

Rafael Moraes Moura e Breno Pires

Brasília

  • Antonio Cruz/Agência Brasil

    Raquel Dodge (d) fez questionamentos ao PGR Rodrigo Janot

    Raquel Dodge (d) fez questionamentos ao PGR Rodrigo Janot

Depois de receber uma extensa lista de questionamentos da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgou na noite desta terça-feira, 18, uma nota em que diz não ter havido "qualquer redução" nos valores destinados à atuação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Em ofício encaminhado na semana passada ao atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Raquel fez uma lista de 40 perguntas sobre a proposta orçamentária para 2018, que será tema de uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal marcada para a próxima terça-feira, 25.

Segundo a sucessora de Janot, a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba solicitou R$ 1,65 milhão, mas na proposta orçamentária, foi disponibilizado somente R$ 522,655 mil. "Qual a razão dessa redução para a FT Lava-jato? Qual o valor programado para a Força Tarefa em 2017?", questionou a futura procuradora-geral da República.

Raquel também pediu esclarecimentos sobre despesas primárias e financeiras do Ministério Público Federal (MPF), o valor desembolsado com auxílio-moradia e o impacto orçamentário com diárias e passagens. A sucessora de Janot pediu que as respostas lhe fossem enviadas até esta quarta-feira, 19.

Em nota de esclarecimento, a PGR alegou não haver redução nos valores destinados à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. "O critério estabelecido para alocação do novo referencial, tratando-se de valores estimativos, leva em conta o valor da proposta de 2017, acrescido de 4,19%", diz a nota.

Segundo a PGR, o valor previsto para o ano que vem poderá ser incrementado com "alocação de recursos extraordinários, remanejados do próprio MPF, a depender da necessidade apresentada pela Força-Tarefa".

"No exercício atual, por exemplo, a Administração do MPF já reforçou os valores da Lava Jato em Curitiba, a partir dos recursos da reserva técnica, em aproximadamente R$ 500 mil", informa a nota. De acordo com a PGR, a atual administração considera a Lava Jato "prioridade", disponibilizando os recursos necessários aos grupos que atuam nas investigações em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

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