No MT, primo de Pedro Taques é preso de novo

Julia Affonso e Fausto Macedo

São Paulo

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre nesta quarta-feira, 27, oito mandados de prisão e 16 de busca e apreensão na Operação Esdras, que mira a "Grampolândia Pantaneira". O ex-secretário da Casa Civil Paulo César Zamar Taques, primo do governador Pedro Taques (PSDB), foi preso de novo.

A operação faz parte da investigação contra o esquema "barriga de aluguel", a máquina de grampos ilegais instalada no Estado por um núcleo de policiais militares. As escutas telefônicas clandestinas em série atiraram até mil autoridades, políticos, jornalistas e personalidades na malha da "Grampolândia do Pantanal".

Além de Paulo Taques, também são alvo de mandados de prisão o coronel da PM Airton Benedito Siqueira Junior (secretário de Justiça e Direitos Humanos), o ex-secretário da Casa Militar Evandro Lesco, sua mulher Helen Christy Carvalho Dias Lesco, o sargento da PM João Ricardo Soler, o major da PM Michel Ferronato, o secretário afastado de Segurança Pública Rogers Elizandro Jarbas, e José Marilson da Silva.

Paulo Taques deixou a Casa Civil em maio deste ano. Ele havia sido preso em 4 de agosto por suspeita de grampear até sua ex-amante, a publicitária Tatiana Sangalli, e sua ex-assessora Carolina Mariane. A investigação diz que Tatiana é conhecida por "Dama Lora" e Carolina é a "Amiguinha".

O ex-Casa Civil foi solto em 10 de agosto por ordem do Superior Tribunal de Justiça. Na ocasião, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca afirmou que "a prisão provisória é medida excepcional, reservada para os casos de absoluta imprescindibilidade demonstrados os pressupostos e requisitos de cautelaridade".

O ministro havia imposto restrições ao ex-chefe da Casa Civil, como a proibição de se comunicar com integrantes do serviço de inteligência do Estado. Taques também ficava obrigado a não frequentar prédios públicos da governadoria, da secretaria de Estado da Segurança, da secretaria de Estado da Justiça e Direitos Humanos, da Casa Civil, da Casa Militar e da Polícia Militar do Estado. Não podia sair do País e teria de comparecer mensalmente à Justiça.

Defesa

A reportagem procurou o governo de Mato Grosso, mas não obteve resposta. O espaço está aberto para manifestação.

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