Tripoli: por conta da divisão interna no partido, nós liberaremos a bancada

Daiene Cardoso, Isadora Peron, Julia Lindner e Igor Gadelha

Brasília

O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), subiu a tribuna do plenário da Câmara na tarde desta quarta-feira, 25, para anunciar que, assim como na votação da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer em agosto, vai liberar hoje os tucanos a votarem como quiserem no segundo pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

Em seu discurso, Tripoli disse que parte da bancada defende a admissibilidade da denúncia e outra refuta o prosseguimento da investigação. Na última votação, 22 votaram com Temer e 21 defenderam a aprovação do pedido. "Por conta da divisão interna que existe no nosso partido, nós liberaremos a bancada", anunciou Tripoli.

O parlamentar lembrou que o relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), embora seja integrante da bancada, apresentou um voto pelo arquivamento da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) numa vaga cedida pelo PSC. Assim, disse Tripoli, o parecer não poderia ser considerado como da bancada tucana. "O relatório não tem a rubrica do PSDB, tem a rubrica do PSC", acrescentou.

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