Após saída de tucano, PP reivindica Cidades e quer colocar o presidente da Caixa

Igor Gadelha

Brasília

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    Gilberto Occhi já foi Ministro de Cidades no segundo governo de Dilma Rousseff

    Gilberto Occhi já foi Ministro de Cidades no segundo governo de Dilma Rousseff

Dono da quarta maior bancada da Câmara, com 45 deputados, o PP reivindica o Ministério das Cidades e quer indicar para o posto o atual presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Gilberto Occhi. O titular da pasta, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), pediu demissão do posto nesta segunda-feira (13). O argumento foi o de não ter mais apoio entre os demais tucanos para continuar no posto.

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O PP reivindica o comando de Cidades por ser um das pastas de maior capilaridade política. Integrante do chamado Centrão, grupo do qual também fazem parte PR, PTB e PSD, a legenda encabeça pressão para que Temer faça uma reforma ministerial para diminuir o espaço do PSDB no governo.

Filiado ao PP, Occhi já foi ministro das Cidades durante o segundo mandado da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). Ele ficou no cargo entre março de 2014 e abril de 2016, véspera da votação do impeachment da petista na Câmara.

De perfil técnico, ele é homem de confiança do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e sua indicação agradaria a bancada da sigla no Congresso Nacional. Como não pretende disputar as eleições de 2018, Occhi não precisaria deixar o ministério em abril.

"Estou num projeto de fortalecer a Caixa, mas sou soldado", afirmou Occhi à reportagem antes do pedido de demissão de Araújo.

Articulação política

Temer cogita fazer uma reforma ministerial em busca de apoio para aprovar a reforma da Previdência, considerada a principal aposta do governo. Além do Centrão, o próprio PMDB, partido do qual o presidente da República é filiado, cobra que Temer diminua o tamanho do PSDB. A sigla agora comanda três ministérios: Relações Exteriores, Secretaria de Governo e Direitos Humanos.

A bancada do PMDB, por exemplo, já avisou a Temer que quer o comando da Secretaria de Governo, pasta responsável pela articulação política. Peemedebistas nunca aceitaram o fato de Temer ter nomeado um tucano para o cargo, no caso, o deputado licenciado Antonio Imbassahy (PSDB-BA). Segundo um influente parlamentar do PMDB, a bancada quer indicar alguém que não vá concorrer a eleição de 2018, para que fique no cargo até o fim do próximo ano.

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