Na posse de Baldy, Temer diz que é preciso coragem de reformatar o País

Carla Araújo e André Ítalo Rocha

Brasília e São Paulo

Na cerimônia de posse do novo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que ocorreu nesta quarta-feira, 22, o presidente Michel Temer voltou a defender a reforma da Previdência e demonstrou ter ficado satisfeito com o fato de que todos aqueles que discursaram antes dele mostraram disposição para lutar pelo projeto, como o próprio Baldy, o seu antecessor no cargo, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"As palavras do Maia são palavras de quem se preocupa com o País. Nenhuma delas, seja do Bruno, do Baldy ou do Maia, se furtaram de enfrentar temas que nós todos juntos, no Congresso e no Executivo, estamos enfrentando ao longo do tempo, como o tema das reformas indispensáveis para o País, até aquela que, em dado momento, ganhou conotação muito negativa, que é a da Previdência", disse o presidente. "É preciso ter coragem e ousadia para reformatar nosso País", acrescentou.

Temer agradeceu o trabalho de Araújo no governo e destacou que o tucano, assim como ele, teve dificuldades para lidar com a falta de um período de transição com o governo de Dilma Rousseff. "Não foi fácil enfrentar tudo o que enfrentamos. Tal como aconteceu conosco na Presidência, só havia uma única servidora sentada numa mesa no Ministério das Cidades, tudo mais foi levado, não houve transição, começamos do zero, mas do zero caminhamos", disse.

O presidente afirmou ainda que o tucano se destacou como gestor e realizador, principalmente no que se refere ao programa habitacional Minha Casa Minha Vida, que na visão de Temer estava sob "gravíssima ameaça". "Não se pagava construtores", disse Temer. O presidente afirmou em seguida que, de agora em diante, conta com o apoio de Araújo na Câmara dos Deputados.

O presidente também agradeceu a Maia e contou que ele foi o primeiro a mencionar o nome de Baldy para assumir o cargo deixado por Araújo, que sai da gestão Temer em meio a uma articulação do seu partido, o PSDB, para desembarcar do governo. "O Rodrigo Maia tem olho clínico e tem sido um parceiro fundamental do governo", destacou Temer, que disse que o presidente da Câmara, junto com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), fazem com o que o Congresso não seja mais um apêndice do Executivo, mas sim um parceiro. "Demos uma nova coloração ao presidencialismo. É quase um semipresidencialismo e tem dado certo."

Ao se referir a Baldy, deputado goiano que está sem partido, Temer deu as boas-vindas e ressaltou que a sua cerimônia, por contar com uma presença numerosa de colegas do Congresso, de diferentes partidos, é uma demonstração do que se pretende para o Brasil, "que é a unidade absoluta". "Essa é a posse mais prestigiada de todos os tempos", notou o presidente, que acredita que Baldy vai dar continuidade ao trabalho de Araújo e trará ao ministério "a vivência de empreendedor de sucesso".

Temer disse ainda que, ao pesquisar a história do novo ministro, notou que ele teve uma passagem de êxito pelo governo de Goiás, como secretário de Indústria e Comércio. O presidente chegou a contar que soube que Baldy teve uma passagem como jogador do Goiás Esporte Clube.

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