Alckmin fala em 'açodamento' do MPF ao pedir envio de seu inquérito para SP

Marcelo Osakabe

São Paulo

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) usou as redes sociais para criticar "o açodamento" com que o Ministério Público Federal pediu o envio, à primeira instância, do inquérito em que o tucano é citado por delatores da Odebrecht.

"A defesa de Geraldo Alckmin se surpreendeu com a notícia do açodamento de setores do Ministério Público Federal, já que o processo está tramitando normalmente e será remetido, em termo oportuno, para instância competente", escreveu o presidenciável do PSDB em seu perfil no Twitter.

Alckmin reagiu à notícia de que o MPF pediu ao vice-procurador da República, Luciano Mariz Maia, que remeta "o mais rápido possível" para São Paulo o inquérito em que é investigado por ser beneficiário de recursos não contabilizados para campanha eleitoral. O cunhado do tucano, Adhemar Cesar Ribeiro, também é alvo da investigação. O documento é subscrito por nove procuradores da República da força-tarefa da Operação Lava Jato.

"Espera-se que a apuração dos fatos continue a ser feita de forma isenta e equilibrada, sem contaminação política, pois repele a ideia que o inquérito, enquanto tramitou no STJ e na PGR, tenha servido de 'blindagem' para o ex-Governador", continua a nota.

Após entregar o cargo a seu vice, Marcio França (PSB), na sexta-feira, Alckmin encontra-se hoje em Brasília, onde almoça com deputados tucanos. O encontro foi organizado pelo senador Tasso Jereissati (CE).

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