Novo mirante permite ver praticamente toda a extensão da Paulista

Priscila Mengue

Em São Paulo

  • Amanda Perobelli - 29.abr.2018/Estadão Conteúdo

    Vista do mirante foi o que mais chamou a atenção dos frequentadores do Sesc

    Vista do mirante foi o que mais chamou a atenção dos frequentadores do Sesc

"Meu, olha a foto de Instagram que vem aí", garantia um rapaz espremido entre os visitantes do mais novo (e disputado) mirante da cidade de São Paulo: o do Sesc Avenida Paulista, reinaugurado no domingo (29), no centro expandido, após oito anos de obras. No sentido contrário do rapaz, rumo ao 17º andar, uma mulher exclamava que a vista estava uma "delícia" e outra dizia estar preparada para a "briga do mirante", para disputar os melhores ângulos do espaço com outras dezenas de pessoas sorridentes com celulares em punho.

O entusiasmo tem motivo. Afinal, até então, a principal vista da avenida disponível para o público em geral ficava no lado oposto da avenida, no IMS (Instituto Moreira Salles). Agora, do Sesc, é possível avistar praticamente toda a extensão da Paulista e parte do skyline do centro, com o icônico Edifício Altino Arantes, o antigo Banespão, ao fundo.

Dentre os visitantes, a professora Sueli Biasetti, 62, e sua mãe, a aposentada Vilma Scott, 82, contam que já tinham programado o passeio havia um mês. "Viemos para ver o Sesc. Vamos descendo para ver todos os andares", conta Sueli, que não costuma passear na avenida aos domingos.

Já os estudantes de Mecânica Salifou Elhassan, 25, e Omar Toure, 31, adicionaram a reinauguração aos seus tradicionais passeios dominicais na Paulista. Um dos motivos é a facilidade para chegar de metrô (moram no Brás, no centro). Elhassa é natural de Togo, enquanto Toure é de Gana. "A gente gosta de caminhar por aqui, ouvir os músicos", diz.

Também no mirante, a professora Débora Soares Brandão, 50, afirma ter ficado quase duas horas esperando para entrar. Mais cedo, por volta das 12 horas, o jornal "O Estado de S. Paulo" havia contado mais de 300 pessoas na fila, que se estendia até o fim da Avenida Paulista, no sentido Paraíso. "Só subimos depois de reclamar", conta. Mais tarde, por volta das 14 horas, a fila já estava menor, na altura da Casa das Rosas.

Na fila, o gestor cultural Alexandre Molina, de 39, aguardava junto do marido, o performer Marcelo Camargo, 32, e o sobrinho, o vendedor Arthur Nunes, 22. "Deixamos o domingo para o Sesc, por conta da inauguração", explicou ele, que estava interessado especialmente na programação de shows. "Queremos ver o Emicida lá de cima, do mirante", conta Camargo.

Moradores de Uberlândia, em Minas Gerais, eles já tinham visitado o IMS, a Casa das Rosas e o Japan House, todos na Avenida Paulista, nos demais dias, além dos Sescs Ipiranga, na zona sul, e 24 de Maio, no centro. "Sempre fazemos essas visitas mais culturais", comentou.

A geógrafa Elsone Ferigolo, de 54 anos, também estava de olho na programação cultural. Junto da filha, a estudante de Arquitetura e Urbanismo Raíra Ferigolo, de 18 anos, estava ansiosa para o show da cantora Fafá de Belém. Juntas, mãe e filha fizeram um "circuito" pela Avenida, passando pela Casa das Rosas e a Japan House. "A Paulista é mais humanizada no domingo, sem a presença dos carros. Nos outros dias ela é mais fria", conta.

A programação especial de reabertura do Sesc segue hoje, das 10 às 19 horas, com atividades esportivas e culturais gratuitas. Também há um café nos últimos andares.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Sesc reinaugura unidade na avenida Paulista, em SP

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos