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Novo mirante permite ver praticamente toda a extensão da Paulista

Amanda Perobelli - 29.abr.2018/Estadão Conteúdo
Vista do mirante foi o que mais chamou a atenção dos frequentadores do Sesc Imagem: Amanda Perobelli - 29.abr.2018/Estadão Conteúdo

Priscila Mengue

Em São Paulo

30/04/2018 07h52

"Meu, olha a foto de Instagram que vem aí", garantia um rapaz espremido entre os visitantes do mais novo (e disputado) mirante da cidade de São Paulo: o do Sesc Avenida Paulista, reinaugurado no domingo (29), no centro expandido, após oito anos de obras. No sentido contrário do rapaz, rumo ao 17º andar, uma mulher exclamava que a vista estava uma "delícia" e outra dizia estar preparada para a "briga do mirante", para disputar os melhores ângulos do espaço com outras dezenas de pessoas sorridentes com celulares em punho.

O entusiasmo tem motivo. Afinal, até então, a principal vista da avenida disponível para o público em geral ficava no lado oposto da avenida, no IMS (Instituto Moreira Salles). Agora, do Sesc, é possível avistar praticamente toda a extensão da Paulista e parte do skyline do centro, com o icônico Edifício Altino Arantes, o antigo Banespão, ao fundo.

Dentre os visitantes, a professora Sueli Biasetti, 62, e sua mãe, a aposentada Vilma Scott, 82, contam que já tinham programado o passeio havia um mês. "Viemos para ver o Sesc. Vamos descendo para ver todos os andares", conta Sueli, que não costuma passear na avenida aos domingos.

Já os estudantes de Mecânica Salifou Elhassan, 25, e Omar Toure, 31, adicionaram a reinauguração aos seus tradicionais passeios dominicais na Paulista. Um dos motivos é a facilidade para chegar de metrô (moram no Brás, no centro). Elhassa é natural de Togo, enquanto Toure é de Gana. "A gente gosta de caminhar por aqui, ouvir os músicos", diz.

Também no mirante, a professora Débora Soares Brandão, 50, afirma ter ficado quase duas horas esperando para entrar. Mais cedo, por volta das 12 horas, o jornal "O Estado de S. Paulo" havia contado mais de 300 pessoas na fila, que se estendia até o fim da Avenida Paulista, no sentido Paraíso. "Só subimos depois de reclamar", conta. Mais tarde, por volta das 14 horas, a fila já estava menor, na altura da Casa das Rosas.

Na fila, o gestor cultural Alexandre Molina, de 39, aguardava junto do marido, o performer Marcelo Camargo, 32, e o sobrinho, o vendedor Arthur Nunes, 22. "Deixamos o domingo para o Sesc, por conta da inauguração", explicou ele, que estava interessado especialmente na programação de shows. "Queremos ver o Emicida lá de cima, do mirante", conta Camargo.

Moradores de Uberlândia, em Minas Gerais, eles já tinham visitado o IMS, a Casa das Rosas e o Japan House, todos na Avenida Paulista, nos demais dias, além dos Sescs Ipiranga, na zona sul, e 24 de Maio, no centro. "Sempre fazemos essas visitas mais culturais", comentou.

A geógrafa Elsone Ferigolo, de 54 anos, também estava de olho na programação cultural. Junto da filha, a estudante de Arquitetura e Urbanismo Raíra Ferigolo, de 18 anos, estava ansiosa para o show da cantora Fafá de Belém. Juntas, mãe e filha fizeram um "circuito" pela Avenida, passando pela Casa das Rosas e a Japan House. "A Paulista é mais humanizada no domingo, sem a presença dos carros. Nos outros dias ela é mais fria", conta.

A programação especial de reabertura do Sesc segue hoje, das 10 às 19 horas, com atividades esportivas e culturais gratuitas. Também há um café nos últimos andares.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Sesc reinaugura unidade na avenida Paulista, em SP

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