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Operação de combate à pedofilia prende mais de 40 suspeitos em 18 Estados

22.nov.2018 - Material apreendido com dois idosos suspeitos em Contagem (MG) - RAMON BITENCOURT/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO
22.nov.2018 - Material apreendido com dois idosos suspeitos em Contagem (MG) Imagem: RAMON BITENCOURT/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO

Ana Paula Niederauer

São Paulo

22/11/2018 10h32

Uma operação policial internacional de combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet foi desencadeada na manhã desta quinta-feira, 22, em 18 estados brasileiros e também em Buenos Aires, capital da Argentina.

A ação denominada 'Luz na Infância 3', coordenada entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Segurança Pública e as Polícias Civis do Distrito Federal e de 18 estados, cumpre 69 mandados de busca e apreensão.

Até o início da tarde desta quinta-feira (22) haviam sido realizadas 43 prisões pelas polícias estaduais no Brasil. Em uma operação simultânea da Polícia Federal, ao menos outras 18 pessoas foram presas sob suspeita de ligação com pornografia infantil.

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O Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires, Argentina, realiza operação simultânea e cumpre 41 mandados de busca.

Os alvos internacionais foram identificados após atuação conjunta entre a Diretoria de Inteligência da Senasp/MSP e autoridades policiais da Argentina. As ações simultâneas realizadas nos dois países mobilizam um efetivo aproximado de mil policiais.

A Operação Luz na Infância teve início em outubro de 2017, quando foram cumpridos 157 mandados e presos 112 abusadores. Na segunda edição, ocorrida em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas.

A Operação Luz na Infância 3 é fruto de cooperação entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA ("US Immigration and Customs Enforcement - ICE"), o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires e as Polícias Civis do Brasil para o desenvolvimento e aprimoramento da atividade de repressão à exploração sexual infanto-juvenil.