1ª reunião do G7 da Cultura defende proteção de patrimônio

FLORENÇA, 30 MAR (ANSA) - Os ministros da Cultura dos sete países mais desenvolvidos do mundo (G7) se reuniram nesta quinta-feira (30) em Florença, na Itália, para o primeiro encontro do tipo na história do grupo. Ao fim do primeiro dia de debates, ficou decidido que eles assinarão a "Declaração de Florença" sobre a importância da cultura para o mundo atual.   


"Pode-se dizer e será dito por um bom tempo que a Declaração de Florença marcou um ponto de virada nas escolhas das comunidades internacionais de preocuparem-se também com a cultura e com o patrimônio", disse o ministro italiano dos Bens Culturais, Dario Franceschini.   


Segundo o representante anfitrião, "o documento final tem compromissos sobre uma série de temas, sendo que o primeiro deles é que o patrimônio cultural está em mundo ameaçado pelo terrorismo e pelas grandes calamidades naturais".   


Além disso, o texto falará sobre o apoio para ter os "capacetes azuis", como são conhecidos os agentes das Nações Unidas, para a cultura, "de forças-tarefa nacionais e do uso da cultura como instrumento de diálogo entre os povos".   


Em uma indireta ao presidente dos EUA, Donald Trump, Franceschini ressaltou que "em um momento no qual os medos da globalização causam o fechamento, a proteger-se, em ter medo do diferente, falar de cultura como instrumento de diálogo e respeito das diferenças ma parece um passo muito importante".   


Entre algumas das novidades concretas desse primeiro dia de reuniões, antecipada pelo prefeito de Florença, Fabio Nardella, está a abertura do "Percurso do Príncipe", que une o Palazzo Vecchio com a Galleria degli Uffizi, dois dos principais pontos turísticos da cidade que sedia a reunião.   


Outro ponto abordado no encontro foi a questão da pirataria online após o envio de uma carta assinada por grandes emissoras de TV, estúdios de cinema, gravadoras de música e empresas que organizam campeonatos de futebol dos sete países envolvidos.   


No documento, os representantes dos colossos mundiais pediram o apoio dos ministros para lutar contra o fenômeno que "é um problema de tão forte impacto como o tráfico de obras de arte".   


"Estamos perante a um problema de forte impacto que danifica o nosso setor e é um dos grandes desafios internacionais e que, dia após dia, está tomando sempre mais forma. Falamos da sistemática, difundida e sofisticada violação online de nossa propriedade intelectual por parte de empresas comerciais que buscam gerar lucros ilícitos explorando o nosso trabalho e a nossa criatividade", diz a carta assinada, entre outros, pela Sony, MGM, Walt Disney, Warner Music e pela Premier League e a Lega Serie A.   


A vice-ministra alemã para Assuntos Estrangeiros, Maria Bohmer, afirmou que "o dia de hoje foi uma premiere bem nascida sobre essa base que queremos criar". "A Itália possui o maior número de sítios de patrimônio cultural do mundo e Florença é um ponto de cristalização da nossa cultura europeia", acrescentou.   


Já o ministro francês da Cultura, Audrey Azoulay, ressaltou que "o objetivo do G7 de hoje se é concentrado na proteção do patrimônio cultural. É importante que os países participem, todos juntos, das ações de proteção sob a tutela da Unesco", ressaltou o político.   


A secretária britânica da Cultura, Karen Bradley, ressaltou que o recente ataque terrorista na ponte de Westminster, em Londres, lembra que é urgente proteger os patrimônios. "Precisamos estar unidos na determinação de proteger os tesouros do nosso mundo contra os esforços que são levados adiante na destruição deles.   


Isso é porque há o objetivo de destruir a identidade e a cultura de nossos povos", acrescentou Bradley. (ANSA)
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