Paraquedista conta como sobreviveu a uma colisão de aviões em pleno ar

  • Jukin Media

Dois aviões se chocam em pleno ar no momento em que paraquedistas estão saltando deles. As peças de uma das aeronaves se transformam em bolas de fogo, flutuando e caindo ao mesmo tempo em que os esportistas tentam chegar ao solo.

A cena assustadora foi vivida pelo instrutor de paraquedismo Mike Robinson, de 64 anos. Ele voava a 12 mil pés de altura perto de um lago em Wisconsin, nos Estados Unidos, em 2013, com um grupo de mais oito paraquedistas.

Eles estavam divididos em dois aviões. Segundo Robinson, normalmente um avião sai primeiro e o segundo voa um pouco mais baixo e para o lado, mantendo contato visual com o piloto do avião "líder".

Robinson conta que a atmosfera do voo estava ótima - os paraquedistas conversavam, brincavam e riam. Ele estava neste primeiro avião, o líder, e três paraquedistas já estavam do lado de fora. Robinson estava saindo quando sentiu algo batendo na parte de cima do avião.

"De repente ouvimos um grande barulho. A gente sabia na hora que os dois aviões haviam batido. A asa do avião se soltou e caía acima das nossas cabeças. Nessa hora nós quatro estávamos em queda livre, não havia nada nos prendendo ao avião. De repente vi um flash de luz - e isso foi a asa explodindo bem em cima das nossas cabeças, que virou uma bola de fogo."

"A asa estava completamente solta, pegando fogo e em espiral pelo céu. Foi impressionante, a bola caía mais devagar do que a gente. Mas eu pensei: tem uma asa ali, está pegando fogo e, quando eu abrir meu paraquedas, ela vai cair mais rápido do que eu. E eu não quero ser atingido por ela."

Segundo ele, o piloto do avião em que ele estava conseguiu se ejetar e usar o paraquedas de emergência. Mas Robinson continuava a ver os pedaços em fogo, o combustível vazando e até a fuselagem atingindo o chão.

"Fiquei calmo e percebi o que eu tinha que fazer para salvar minha vida, e foi isso que eu fiz."

Ele adotou uma posição que parece "um lápis caindo pelo ar", com braços e pernas juntos e esticados, indo "horizontalmente o mais rápido possível".

"Isso fornece uma separação de qualquer coisa que esteja caindo no ar", explica.

Robinson explica que, naquele momento, não era possível fazer nada para ajudar os outros. "Era cada um por si", diz.

O instrutor explica que abriu seu paraquedas a cerca de 5.000 pés do chão, e os outros paraquedistas abriram depois.

Jukin Media


Ao chegar ao solo, ele perguntou pelos outros paraquedistas e foi informado de que todos haviam pousado com segurança. Como ele havia visto que o outro piloto havia saltado, não se preocupou. Mas uma coisa o preocupava: o piloto do segundo avião.

Quando eu vi como os destroços do avião em que ele estava, supôs que o segundo avião houvesse ficado no mesmo estado.

"Eu tive um péssimo sentimento de que o outro piloto havia morrido na queda. Foi quando ouvi um barulho muito estranho. E aí vi o segundo avião, ainda voando, então tive certeza que o piloto ainda estava vivo."

O piloto pousou com segurança em seguida.

Segundo Robinson, os aviões bateram porque este segundo piloto perdeu contato visual com o primeiro avião, o que o levou a subir acima da altitude do "líder". Ao descer, ele atingiu essa primeira aeronave por cima.

"Todo mundo, nove paraquedistas e dois pilotos, sobreviveu à queda. Sofrer um acidente como esse e sair ileso é inacreditável."

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos