Como o mundo do entretenimento 'previu' Trump como presidente americano

  • 20th Century Fox

    Essa cena de "Os Simpsons" mostrando Trump efetivamente como presidente é de 2015; mas um episódio de 2000 também o havia citado no comando da Casa Branca

    Essa cena de "Os Simpsons" mostrando Trump efetivamente como presidente é de 2015; mas um episódio de 2000 também o havia citado no comando da Casa Branca

No cinema, na TV e na música, a possibilidade de Donald Trump se tornar presidente americano já havia sido levantada bem antes até mesmo de a corrida presencial começar.

A eleição do republicano fez com quem muitos fãs do desenho Os Simpsons lembrassem sobre um episódio antigo em que o bilionário governava os Estados Unidos.

Em Bart to the Future, que foi ao ar em 2000, Lisa acaba de assumir a Presidência americana e está na Casa Branca explicando a situação do país. "Herdamos uma grave crise orçamentária do presidente Trump", diz ela.

Então ela pergunta ao secretário de Estado, seu amigo de infância Milhouse, qual a gravidade das finanças americanas após o governo Trump. E ele responde: "O país está quebrado."

Em uma entrevista concedida no começo deste ano, o roteirista do programa Dan Greaney descreveu o episódio como "um alerta para os Estados Unidos".

"(A ideia de ter Trump como presidente) Nos pareceu algo lógico para mostrar a última parada antes do fundo do poço. Era consistente com a visão de um país beirando à loucura", disse Dan ao site Hollywood Reporter.

"Precisávamos de uma situação em que Lisa tivesse problemas além de sua capacidade de resolução, e que tudo desse o mais errado possível. Foi por isso que colocamos Trump como o presidente antes dela."

A série voltou a fazer referência ao bilionário no ano passado, logo após ele ter anunciado que iria concocorrer à Presidência.

O episódio Trumptastic Voyage satiriza o anúncio da candidatura do republicano e o mostra em uma escada rolante com Homer Simpson - em referência à "entrada" que o candidato de fato fez no dia em que anunciou sua candidatura ao lado da mulher, Melania.

No início deste ano, Os Simpsons apoiaram oficialmente a candidata Hillary Clinton em um vídeo no qual Homer e Marge aparecem discutindo em que votar - e acabam se decidindo pela democrata, derrotada nesta semana pelo bilionário.

20th Century Fox
Episódio do ano passado faz referência à "entrada" que Trump de fato fez no dia em que anunciou sua candidatura, surgindo em uma escada rolante

Rage Against the Machine

Mas não foram apenas Os Simpsons que "previram" o governo Trump.

Em 1999, um clipe da banda de rock americana Rage Against the Machine também fez alusão a uma tentativa de Trump para chegar à Casa Branca.

No clipe da música Sleep Now in the Fire, um homem é visto segurando um cartaz onde se lê "Donald J. Trump para presidente".

Naquela época, Trump havia tentado se lançar pelo Partido Reformista, mas retirou sua candidatura em fevereiro de 2000 - nove meses antes da eleição.

O vídeo foi dirigido pelo documentarista Michael Moore, que recentemente abordou diretamente a hipótese de Trump se tornar presidente.

Moore lançou um documentário no início deste ano chamado TrumpLand, no qual ele alertava para os riscos de sua potencial eleição.

O documentarista também postou um texto em seu site intitulado "Cinco razões pelas quais Trump vai vencer" - mas a essa altura esse cenário já era bem mais realista do que na época na qual ele dirigiu o clipe do Rage Against the Machine, 17 anos antes.

Sony Music
Clipe do Rage Against The Machine divulgado em 1999 foi dirigido por Michael Moore

Biff Trump?

Outra "previsão", dessa vez um pouco menos direta, ocorreu no filme De Volta para o Futuro 2, de 1989 - 27 anos antes da eleição de Trump.

O vilão da trilogia, Biff Tannen, acaba se tornando um empresário de sucesso, o que o leva a abrir um cassino e a usar seu dinheiro para influenciar a política americana.

O roteirista do filme confirmou, no ano passado, que o personagem foi em parte baseado, sim, em Trump. Biff, inclusive, usa o dinheiro que ganha dos cassinos para influenciar o Partido Republicano, antes de acabar ele mesmo obtendo poder político.

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