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Cuba mobiliza 9 mil militares no combate ao zika

22/02/2016 21h25

Apesar de país não registrar casos da doença, Raúl Castro anuncia plano de ação para eliminar focos do Aedes aegypti. Medidas incluem vistorias em residências e vigilância nas fronteiras.

O presidente de Cuba, Raúl Castro, convocou nesta segunda-feira (22/02) cerca de 9 mil militares para atuar no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Apesar de o país não registrar nenhum caso de infecção pelo vírus zika, Castro argumenta que o clima e as condições de saneamento representam um "risco de propagação de enfermidades".

O plano inclui o combate intensivo contra focos do mosquito em residências e espaços públicos.

Nas últimas semanas, Cuba tem reforçado a vigilância epidemiológica em 24 pontos das fronteiras do país para identificar focos de contágio.

O vírus já se espalhou por quase 40 países, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesta segunda, o presidente americano, Barack Obama, pediu ao Congresso mais 100 milhões de dólares para combater o zika. O valor inicial solicitado pelo presidente no início de fevereiro tinha sido de 1,8 milhões de dólares.

"Peço ao Congresso que considere para o ano fiscal de 2016 créditos suplementares de emergência de aproximadamente 1,9 milhões de dólares para responder ao vírus zika tanto ao nível nacional quanto internacional", escreveu Obama em carta dirigida à Câmara dos Representantes.

Segundo o presidente, os recursos serão destinados a ações para conter a propagação do vírus e para investir em vacinas, diagnósticos rápidos e tratamentos mais efetivos.

KG/efe/dpa