Brexit vai frear economia alemã, afirma instituto

Produto Interno Bruto deverá crescer 1,3%, e não 1,8%, em 2017, afirma IMK. Diferença equivale a 15 bilhões de euros. Bancos também preveem desaceleração, mas não tão forte como na crise financeira de 2008.

A decisão dos britânicos de deixar a União Europeia (UE) custará bilhões de euros à economia alemã, segundo um prognóstico do Instituto de Macroeconomia e Pesquisa Conjuntural (IMK, em alemão) divulgado nesta quarta-feira (29/06).

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha deverá crescer 1,3% e não 1,8%, como previa o instituto anteriormente. A diferença de 0,5 ponto percentual equivale a cerca de 15 bilhões de euros. Para este ano, a previsão de crescimento é de 1,6%.

"As consequências de curto prazo do Brexit para a Alemanha não são catastróficas, mas, ainda assim, dolorosas", afirmou o diretor do IMK, Gustav Horn. Segundo ele, a insegurança com a decisão britânica afeta a economia alemã num ponto especialmente sensível: os investimentos, que estavam se recuperando lentamente após longa estagnação. "Agora isso já era", afirmou.

O instituto de economia DIW também calculou que o PIB alemão vai recuar 0,5 ponto percentual em 2017.

Muitos bancos também estão revisando para baixo suas expectativas de crescimento para 2017 por causa do Brexit. O BayernLB reduziu sua projeção de 1,6% para 1,1%, o Berenberg Bank , de 1,7% para 1,5%, e o DekaBank, de 1,4% para 1,1%.

Os bancos afirmaram, porém, que o impacto do Brexit não será tão profundo como o da crise financeira de 2008.

O IMK prevê que o mercado de trabalho também sentirá os efeitos do Brexit. Apesar da imigração, o número de desempregados deverá cair em 2016, mas voltará a subir em 2017, ultrapassando a marca de 3 milhões de pessoas.

O IMK é um instituto de pesquisas da Fundação Hans Böckler, que, por sua vez, é ligada à Federação Alemã de Sindicatos (DGB).

AS/rtr/dpa

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