Funeral de Fidel reúne bolivarianos em Havana

Cerimônia fúnebre em homenagem ao líder cubano conta com a presença de chefes de Estado e de governo ideologicamente alinhados. Brasil, China, EUA e Rússia enviam representantes do segundo escalão.Com uma longa sucessão de discursos, líderes de diversos países se despediram do ex-presidente cubano Fidel Castro durante a cerimônia fúnebre em sua homenagem na Praça da Revolução, em Havana, nesta terça-feira (29/11). Chefes de Estado e de governo latino-americanos que são ideologicamente alinhados a Cuba marcaram presença, mas também chamou a atenção a ausência de representações de alto nível de diversos países. As homenagens, que contaram com a presença de centenas de milhares de pessoas, foram o ato oficial de despedida ao ex-líder da Revolução Cubana. A cerimônia foi encerrada com um discurso do presidente Raúl Castro, que fez um resumo da trajetória de seu irmão e da história recente do país. "Fidel dedicou toda a sua vida à solidariedade e encabeçou uma revolução socialista dos humildes, pelos humildes e para os humildes", disse Raúl, relembrando momentos históricos da Revolução Cubana, como a aplicação da reforma agrária e do programa nacional de alfabetização. Líderes de governos aliados, como o venezuelano Nicolás Maduro, o boliviano Evo Morales, o equatoriano Rafael Correa e o nicaraguense Daniel Ortega, marcaram presença nas homenagens a Fidel. Também participaram os presidentes do México, Enrique Peña Nieto, da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras. Alguns países considerados parceiros e aliados de Cuba enviaram delegações de menor nível. A China foi representada pelo vice-presidente Li Yuanchao, e Irã, pelo vice-presidente para Assuntos Parlamentares, Majid Ansari. Teerã e Pequim são importantes aliados políticos de Cuba, sendo que os chineses mantêm fortes laços comerciais com o país caribenho. O Brasil enviou os ministros das Relações Exteriores, José Serra, e da Cultura, Roberto Freire. Os Estados Unidos enviaram seu embaixador em Havana, Jeffrey DeLaurentis, enquanto a Rússia foi representada pelo presidente da Duma, o Parlamento russo, Viacheslav Volodin. Alemanha, Reino Unido, França, Espanha e Canadá também enviaram representantes de escalões mais baixos. Após a cerimônia de quatro horas de duração, as cinzas do líder revolucionário iniciarão nesta quarta-feira um trajeto de quatro dias pelo país, antes do sepultamento na cidade de Santiago de Cuba. RC/dpa/afp/efe/abr

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