Rebeldes deixam bairro de Damasco após acordo com governo

Mil pessoas, incluindo 455 combatentes rebeldes, partem do distrito de Barzeh em direção a territórios controlados pela oposição. Assad retoma controle quase completo da capital síria pela primeira vez desde 2013.Mais de mil pessoas, entre rebeldes, seus familiares e outros civis, deixaram nesta segunda-feira (29/05) o distrito de Barzeh, no norte de Damasco, informou o governador da capital síria, Beshr Assaban. A evacuação faz parte de um acordo entre o governo da Síria e forças rebeldes. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora a situação no país, os últimos ônibus partiram durante a tarde do distrito antes controlado por grupos opositores. A maioria teria seguido para a província de Idlib, ao norte, ainda um reduto rebelde, afirma a organização. O pacto de "reconciliação" entre o regime de Bashar al-Assad e as forças rivais contempla três bairros de Damasco ocupados por rebeldes. Qaboun e Tishreen, no nordeste da capital, já haviam sido retomados pelo governo sírio. Com a partida dos últimos opositores de Barzeh nesta segunda-feira, Assad retoma o controle quase total de Damasco pela primeira vez desde 2013. A evacuação de Barzeh foi realizada em quatro fases ao longo dos últimos 20 dias. Em cada fase, entre mil e 2 mil pessoas foram deslocadas do distrito, localizado a cerca de 11 quilômetros do centro de Damasco e cercado por tropas do governo há mais de um mês. "A última fase do acordo de reconciliação em Barzeh está concluída, com a partida de 1.012 pessoas, incluindo 455 homens armados", declarou o governador Assaban à agência de notícias estatal da Síria, Sana. "Isso permitirá que as instituições do Estado retornem ao bairro." Segundo o acordo, assinado no início deste mês, o governo concede passagem segura a combatentes rebeldes e civis em direção a outros territórios controlados pela oposição, em troca de uma trégua nos bombardeios e no cerco. Moradores podem permanecer nesses distritos se concordarem em se submeter às regras do governo. O regime sírio defende que pactos como esse são a melhor maneira de reduzir o derramamento de sangue no conflito que já dura seis anos. A oposição, enquanto isso, afirma que esses acordos não mais são do que deslocamentos forçados. A Organização das Nações Unidas também chegou a usar o mesmo argumento da oposição, criticando a tática de cerco do regime de Assad, que acaba forçando rebeldes a se deslocarem. EK/afp/efe/rtr/dw

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