PUBLICIDADE
Topo

Há 75 anos era apresentado o primeiro biquíni

Catrin Möderler

05/07/2017 08h46

Há 75 anos era apresentado o primeiro biquíni - Em 5 de julho de 1946, a dançarina Micheline Bernardini desfilou em Paris com a peça que revolucionou o guarda-roupa de banho. Mas o biquíni, criado por um engenheiro francês, foi proibido por muitos anos.Dois pequenos pedaços de pano revolucionaram as piscinas e praias na década de 40 do século passado. O engenheiro francês Louis Réard deu a elas o nome de biquíni, mas a invenção não tinha sido sua.

O maiô de duas peças já havia sido experimentado por algumas garotas anos antes. Uma delas foi a alemã Käthe Hemme: "A gente o chamava de traje de banho de duas peças. Era impressionante como os rapazes olhavam para a gente quando aparecíamos na piscina! Ao descobrirmos que ele chamava a atenção, fomos em frente..."

Meados da década de 1940. Tempos difíceis na Alemanha do pós-guerra. Não havia dinheiro, nem variedade nas lojas. A solução era usar a criatividade. As garotas sentavam-se à máquina de costura e, com pouco pano, costuravam suas peças.

O essencial era que o biquíni caísse bem. Para isso, cortavam casacos e vestidos de malha, de tecido flexível. No grupo de amigas de Käthe, em pouco tempo, não havia mais ninguém com maiô inteiro.

Homenagem ao atol no Pacífico

Claro que, em grupo, a coragem de mostrar o umbigo era maior. As alemãs, no entanto, não ousavam mostrar tanto quanto Réard. Seu duas-peças foi uma verdadeira revolução pelo tamanho diminuto. O costureiro francês garantiu que, ao criar o nome, pensou apenas no lado romântico do famoso atol no Oceano Pacífico. Verdade é que praticamente coincidiu com o controvertido teste nuclear dos Estados Unidos naquela região, que havia acontecido pouco antes.



A opinião pública ainda estava aturdida com o poder de destruição da bomba, quando Réard chocou com seus minúsculos triângulos de pano, cujas partes de cima mal cobriam os mamilos e a de baixo mais parecia uma tanga. A dançarina de clube noturno Micheline Bernardini apresentou a novidade, pois nenhuma manequim se dispôs a desfilar a nova peça.

Durante muitos anos o biquíni foi proibido de ser visto pelo público, até mesmo a famosa revista de moda Vogue o rejeitou. Estrelas de cinema como Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, no entanto, se agarraram ao biquíni e se deixaram fotografar regularmente.

Filme de James Bond

O feitiço foi quebrado no máximo com o filme de James Bond "007 contra o satânico Dr. No", de1962, em que a "bondgirl" Ursula Andress usa um biquíni de cor de marfim.

Nos anos 1960, o triunfo do biquíni avançou. Ele tomou muitas formas diferentes, chegou ao mercado como um "trikini" auto-adesivo, até mesmo como um "monokini" sem peito, mas não pegou.

A revolução nos maiôs andou de mãos dadas com o aumento da autodeterminação das mulheres. A pílula anticoncepcional apareceu, assim como a minissaia e a rebelião contra o estabelecimento na agitação estudantil dos anos 60. O biquíni foi um golpe libertador para muitas mulheres.

Biquíni em vez de vestido de noiva

Até hoje, o biquíni não perdeu nenhum de seus encantos. Nos anos 80 e 90, o ponto alto de muitos dos grandes espetáculos de moda incluiu as últimas coleções de biquínis, em vez dos vestidos de noiva usuais. Estrelas da passarela como Claudia Schiffer, Linda Evangelista e Naomi Campbell disputavam tais trabalhos.

O biquíni é um favorito perene, usado por praticamente todas as mulheres, sejam elas adolescentes com uma figura modelo esbelta ou senhoras mais velhas visivelmente acima do peso. São essas mulheres que desafiam com confiança as revistas que tentam vender novas dietas para a "figura de biquíni" a cada primavera.


Autor: Catrin Möderler