O local onde a Guerra da Coreia ainda é visível

Alexandre Schossler

  • Jacquelyn Martin/AFP

    Soldados sul-coreanos (na frente) olham em direção ao lado norte-coreano enquanto um soldado da Coreia do Norte se aproxima

    Soldados sul-coreanos (na frente) olham em direção ao lado norte-coreano enquanto um soldado da Coreia do Norte se aproxima

Panmunjom foi um vilarejo coreano. Hoje é o nome não oficial da Área de Segurança Conjunta, local onde representantes das Coreias do Sul e do Norte se reúnem para raros diálogos.

Panmunjom é o nome do vilarejo onde, em 1953, foi acertado o armistício que encerrou a Guerra da Coreia (1950-53). A assinatura de um armistício, e não de um acordo de paz, significa que, tecnicamente, Coreia do Norte e Coreia do Sul continuam em guerra.

Essa situação é particularmente visível no local que hoje é chamado de Panmunjom e que fica dentro da zona desmilitarizada de 248 km de extensão e 4 km de largura que é a fronteira de fato entre os dois países.

Do vilarejo original pouco restou. Os antigos moradores foram todos removidos. Depois da assinatura do armistício, um novo local foi construído, a cerca de 1 km do vilarejo original e também nomeado Panmunjom. Essa nova área é composta por um conjunto de barracões que formam a Área de Segurança Conjunta. Ela é a sede da Comissão do Armistício Militar (MAC, em inglês), que supervisiona a manutenção do armistício.

Lá, soldados da Coreia do Norte e da Coreia do Sul ficam frente à frente, separados por alguns poucos metros. A presença deles é constante. Os sentinelas sul-coreanos devem ter no mínimo 1,73 metro de altura e ser faixa preta em judô ou taekwondo. Eles ficam de vigia numa posição de taekwondo e não podem expressar emoções. Para isso, usam óculos escuros.

Ahn Young-joon/AP
Soldado norte-coreano caminha no vilarejo da fronteira de Panmunjom, em Paju

As construções que mais se destacam em Panmunjom são três barracões azuis, nos quais representantes dos dois lados se reúnem para as raras conversações. Bem no meio deles passa a linha divisória entre os dois países. O barracão azul do meio é aberto para a visitação de turistas vindos dos dois países e é uma atração turística extremamente popular.

Em geral, os turistas que visitam Panmunjom são instruídos pelos guias a não fazerem gestos que possam ser entendidos como provocação pelos soldados do outro lado. Mas não só turistas visitam Panmunjom. Entre os visitantes ilustres do local ou de outros pontos da zona desmilitarizada estão vários presidentes americanos, como Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama.

Em geral, visitas americanas de alto escalão ocorrem em momentos de tensão. Também o líder norte-coreano, Kim Jong-un, já visitou Panmunjom.

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