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Obama promete mais avanços contra EI dois meses após início de ofensiva

08/10/2014 20h52

Washington, 8 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que o país continuará a avançar na campanha de ataques aéreos contra o Estado Islâmico (EI), enquanto seu governo reflete sobre o pedido da Turquia de criar uma zona neutra na fronteira desse país com a Síria para proteger os deslocados.

Exatamente dois meses após autorizar os primeiros ataques seletivos sobre posições do grupo jihadista no Iraque, e com a ofensiva ampliada há algumas várias semanas à Síria, Obama visitou o Pentágono para analisar os resultados da campanha.

"Esta continua sendo uma missão difícil. Mas temos certeza que poderemos continuar fazendo avanços em aliança com o governo iraquiano, porque em último caso vai ser importante que eles possam, com nossa ajuda, assegurar o país e fazer as mudanças políticas necessários para a prosperidade em longo prazo", disse Obama.

Após as declarações, Obama teve uma reunião com o Conselho de Segurança Nacional em que o general Lloyd Austin, que lidera o Comando Central responsável pelos ataques contra o EI, informou sobre os "avanços" nos ataques da coalizão.

Horas antes, o secretário de Estado americano, John Kerry, falou sobre a ofensiva em entrevista coletiva conjunta com o ministro britânico das Relações Exteriores, Philip Hammond.

Ambos se mostraram abertos a examinar o pedido do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de criar uma "zona neutra", desmilitarizada, na fronteira entre Turquia e Síria para proteger os deslocados, ideia que já tem o apoio da França.

"É uma ideia que vale a pena examinar. Vale a pena analisá-la em profundidade", afirmou Kerry, que acrescentou que essa "será uma das coisas que conversará" com o encarregado de coordenar a coalizão liderada pelos EUA contra o EI, o general reformado John Allen, quando chegar nesta quinta-feira à Turquia.

Já o porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, afirmou nesta quarta-feira que, até o momento, a ideia de criar uma "zona neutra" não entra nas opções do Departamento de Defesa, embora possa estar sendo analisada em nível diplomático.

Os bombardeios na Síria e Iraque custam aos Estados Unidos em média de US$ 7 milhões a US$ 10 milhões por dia, informou Kirby.

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