Síria protesta contra "silêncio" do Conselho de Segurança sobre terrorismo

Damasco, 22 fev (EFE).- O governo da Síria protestou nesta segunda-feira contra o "silêncio" do Conselho de Segurança da ONU perante o terrorismo em seu país, o que, na sua opinião, encoraja os autores a continuar com atentados, como os efetuados no domingo em Damasco e Homs.

Em duas cartas enviadas à Secretaria-Geral e ao Conselho de Segurança da ONU, o Ministério de Relações Exteriores sírio lembrou que a região de Sayida Zeinab, no sul de Damasco, e o bairro de Al Zahraa, em Homs, foram palco de uma série de atentados com 129 mortos ontem.

As mensagens criticam o "silêncio contínuo" e a falta de condenação por parte do Conselho de Segurança dos atos terroristas, o que, segundo a Síria, encoraja organizações como o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) - que ontem reivindicou esses ataques - a manter massacres contra o povo sírio e no exterior.

Nas cartas, as autoridades de Damasco também acusaram Arábia Saudita e Turquia de apoiarem o EI.

O governo sírio exigiu que a ONU condene os ataques terroristas "imediatamente e de forma severa" e solicitou ao Conselho de Segurança que adote medidas punitivas contra os países que apoiam e financiam o terrorismo.

O ministério acrescentou que o organismo das Nações Unidas deve impedir que esses países - entre os quais mencionou Arábia Saudita e Turquia - continuem a apoiar terroristas que corrompem a paz mundial e fazer com que cumpram as resoluções da ONU.

Segundo a última apuração das autoridades sírias, pelo menos 129 pessoas morreram nos atentados de ontem em Damasco e Homs, no centro da Síria.

De acordo com a pasta, integrantes do EI detonaram um carro carregado com explosivos em um mercado de Sayida Zeinab, em Damasco, e em seguida explodiram um botijão de gás, enquanto um suicida fazia detonava um colete no mesmo lugar.

Pelo menos 83 pessoas perderam a vida, a maioria mulheres, crianças e idosos, nesse triplo ataque na periferia da capital, que também deixou centenas de feridos.

O departamento lembrou que, horas antes, um duplo atentado no distrito de Al Zahraa, de maioria alauita, seita do presidente sírio, Bashar al Assad, deixou 46 civis mortos e 110 feridos, alguns em estado grave.

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