Plano de Obama prevê transferir entre 30 e 60 presos de Guantánamo aos EUA

Washington, 23 fev (EFE).- O plano para fechar a prisão de Guantánamo que será apresentado nesta terça-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contempla transferir entre 30 e 60 presos ao território americano, segundo anteciparam integrantes do governo sob anonimato.

Em conferência telefônica com jornalistas, um dos funcionários detalhou que o plano, que o Pentágono enviará hoje ao Congresso, considera 13 localizações diferentes em território americano para receber esses presos, sem recomendar nenhuma em particular.

Essas 13 localizações incluem prisões já existentes em estados como Colorado e Carolina do Sul, assim como a construção de novas instalações em algumas bases militares do país.

O orçamento estimado pelo governo para acomodar os detidos de Guantánamo em solo americano vai de US$ 290 milhões a US$ 475 milhões, em função de quantos presos forem realocados e da instalação escolhida.

Dos 91 presos atualmente em Guantánamo, 35 receberam a aprovação para serem enviados a outros países "nos próximos meses". Dos 56 restantes, 10 enfrentam acusações ou foram condenados em processos perante comissões militares e os demais são considerados muito perigosos para sair em liberdade ou serem transferidos a outro país.

Guantánamo é um "símbolo negativo para nossa segurança nacional" e o plano que será enviado ao Congresso propõe fechar a prisão, localizada na base naval americana no sudeste de Cuba, de uma forma "responsável e segura", enfatizou o funcionário.

Obama apresentará hoje na Casa Branca o plano para fechar a prisão, uma promessa que arrasta desde sua primeira campanha eleitoral em 2008.

Desde o início de seu mandato, essa promessa teve a oposição do Congresso, especialmente entre os republicanos, que rejeitam a transferência dos presos a prisões dentro dos EUA, por considerá-la ilegal.

Na segunda-feira, um porta-voz do Pentágono adiantou que o governo pensava em cumprir com o prazo, que termina hoje, para apresentar aos congressistas uma proposta de fechamento da prisão.

O Congresso, cujas duas câmaras são controladas pelos republicanos atualmente, emitiu várias proibições à mudança de presos de Guantánamo a solo americano, além de aplicar restrições à mudança a outros países, com o argumento de que os detidos são uma ameaça para a segurança nacional.

A prisão de Guantánamo chegou a abrigar cerca de 800 presos pouco após sua abertura, ordenada pelo então presidente americano, George W. Bush, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

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