Supostos jihadistas morrem em ataque de forças do governo na Líbia

Trípoli, 25 fev (EFE).- Pelo menos 30 supostos integrantes de um grupo ligado à organização jihadista Estado Islâmico (EI) na Líbia morreram nesta quinta-feira em uma ofensiva das forças ligadas ao governo em Trípoli na cidade de Sabratah, situada entre a capital e a fronteira com a Tunísia.

Fontes de segurança explicaram à Agência Efe que os enfrentamentos foram travados na localidade de In Zuagwa, cerca de cinco quilômetros ao leste de Sabratah, e que as milícias locais "Saraya Sabratah" perderam sete homens e contabilizaram 20 feridos, alguns deles estado grave.

"Dezesseis dos jihadistas morreram no ataque das milícias locais a um edifício de franco-atiradores próximo aos dois que os Estados Unidos bombardearam há uma semana. Quando os carros de combate chegaram, não receberam disparos. Entraram e encontraram dez corpos no telhado. Todos tunisianos", detalharam as fontes.

O prefeito de Sabratah, Hussein al Dawadi, afirmou, por sua vez, que aviões de combate, cuja nacionalidade foi especificada, tinham bombardeado anteriormente o edifício onde supostamente estavam posicionados os franco-atiradores do EI e no qual havia um blindado escondido, que não foi encontrado quando as tropas da cidade chegaram.

Pelo menos dez pessoas ficaram feridas, seis delas em estado grave, e foram transferidas para hospitais da região, inclusive Trípoli, acrescentou Dawadi.

Além disso, as fontes de segurança indicaram que outros dez supostos membros do grupo líbio vinculado ao Estado Islâmico resistiram até a morte em um combate com milicianos locais em outros dois edifícios da área.

Forças ligadas ao governo em Trípoli e grupos jihadistas vêm travando combates em Sabratah desde que aviões de combate americanos bombardearam dois de seus edifícios e mataram 50 pessoas, entre elas dois diplomatas sérvios que tinham sido sequestrados meses atrás.

Segundo as autoridades militares norte-americanas, o alvo do ataque era um conhecido líder jihadista tunisiano ligado ao Estado Islâmico e que é acusado de planejar dois dos três atentados que a Tunísia sofreu em 2015.

Ainda não se sabe se o citado jihadista morreu ou sobreviveu ao ataque.

Na terça-feira, pelo menos 23 milicianos das forças ligadas ao governo em Trípoli morreram em um ataque lançado pelo EI contra a sede da direção de segurança em Sabratah.

Segundo informou à Efe uma fonte de segurança, os jihadistas investiram contra a brigada de segurança no meio da noite e degolaram 12 milicianos das forças "Zuar al Medina" (milicianos da cidade), aliadas do governo em Trípoli.

"Outros cinco milicianos morreram enquanto tentavam repelir o ataque", detalhou a fonte.

Segundo as autoridades em Trípoli, os combates, junto com a captura nas últimas horas de três supostos líderes jihadistas, dizimaram suas forças na cidade.

De acordo com seu relato, Mohammed Saad al Tayuri, conhecido como "Abu Sulaiman", foi detido junto com seu braço direito Salem Al Ammari, também chamado de "Abu Zaid", e Abu Hamza al Tayuri, o homem que se ocupava de escondê-los e de lhes dar cobertura.

Todos eles foram pegos em uma casa nos arredores da cidade de Tayuraa, no caminho de Trípoli, quando se preparavam para se deslocar à cidade de Sabratah, um posto avançado dos jihadistas no oeste da Líbia.

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