Ataque de rebeldes deixa 13 mortos na República Democrática do Congos

Kinshasa, 29 fev (EFE).- Pelo menos 13 pessoas morreram em Beni, na província nordeste de Kivu do Norte da República Democrática do Congo (RDC), após um ataque dos rebeldes islamitas ugandenses das Forças Democráticas Aliadas (ADF, em inglês), informaram nesta segunda-feira fontes do governo local.

"O massacre aconteceu ontem (domingo) à noite e foi obra dos rebeldes ugandenses, que entraram na aldeia disfarçados para matar civis", explicou o governador da província, Julien Paluku, que afirmou que as vítimas foram assassinadas a golpes de facão, tática utilizada para não alertar as forças de segurança.

O porta-voz das Forças Armadas (FARDC), o general Léon Richard Kasonga, explicou que o massacre aconteceu em Ntombi, situada a 40 quilômetros de Beni, uma região na qual vários grupos rebeldes operam com certa liberdade apesar da presença do exército congolês e dos boinas azuis.

Diante das mudanças de tática dos rebeldes, as FARDC também tentam ser mais criativas para que sua presença na região tenha o maior impacto possível.

"A população utiliza assobios para alertar as tropas mais próximas", acrescentou Kasonga.

Mais de 300 pessoas morreram no ano passado no município de Beni, situado na fronteira entre RDC e Uganda e onde houve um notável aumento de ataques das ADF.

Na província de Kivu, calcula-se que entre novembro e janeiro os ataques entre o FDLR e outros grupos rebeldes causaram o deslocamento de 70 mil a 82 mil pessoas rumo a Lubero, ao norte.

Estes ataques também foram o motivo do deslocamento de congoleses para Uganda, cerca de 33 mil no ano passado.

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