Abdeslam diz que participaria de ataque suicida em Paris, mas desistiu

Paris, 19 mar (EFE).- Salah Abdeslam declarou perante os investigadores que em 13 de novembro tinha a intenção de se explodir, como os outros três terroristas do Stade de France, mas desistiu.

Hoje, o promotor de Paris, François Molins, descreveu Abdeslam como "um ator-chave" nos ataques jihadistas daquela noite porque "teve um papel central na formação dos comandos", nos preparativos logísticos, e era um dos membros dessa organização.

Em entrevista coletiva, ele afirmou que é preciso usar esse depoimento "com cautela", já que contém diversos elementos que parecem desmenti-lo e "sobre os quais ele terá que explicar-se". De qualquer forma, seu "papel é central" na formação dos comandos, com as contínuas viagens que fez pela Europa durante 2015 com diversos carros alugados, em alguns casos acompanhado de outros supostos membros da rede.

Molins também lembrou que Abdeslam se encarregou de alugar dois dos veículos utilizados em 13 de novembro e de reservar o hotel onde vários dos terroristas ficaram na noite anterior.

O representante do Ministério Público reiterou que o suspeito de 26 anos será entregue pela Bélgica à França dentro de dois meses, que pode prolongar-se até três caso seja recorrido à jurisdição suprema.

Segundo ele os magistrados instrutores franceses cursaram um novo euro-mandato contra Abdeslam, que foi notificado nesta mesma tarde pela Justiça belga. Ele acrescentou que, embora o advogado de defesa tenha dito que vai se opor à entrega, isso só atrasará o procedimento, mas não o impedirá.

Para Molins, a captura de Abdeslam constitui "um grande alívio para todos, sobretudo para às vítimas" dos atentados.

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