UE pede a Ucrânia investigação transparente sobre tragédia de Odessa

Kiev, 2 mai (EFE).- A União Europeia (UE) pediu nesta segunda-feira à Ucrânia uma "investigação independente e transparente" do trágico incidente ocorrido em Odessa, no sul do país, há dois anos, quando cerca de 50 pessoas morreram e mais 200 ficaram feridas em confrontos entre ativistas pró-Rússia e ultranacionalistas ucranianos.

"Chamo as autoridades da Ucrânia a seguir as recomendações do grupo consultivo internacional do Conselho da Europa e realizar uma investigação independente e transparente. Todos os responsáveis pelos crimes devem ser levados à justiça", declarou o embaixador da UE em Kiev, Jan Tombinski.

O relatório do grupo consultivo sobre a investigação oficial dos fatos em Odessa, apresentado em novembro do ano passado, foi extremamente crítico, especialmente com a atuação da Polícia, a quem acusou de "cumplicidade" nas desordens.

A tragédia custou a vida de 48 pessoas, a maioria ativistas pró-Rússia que enfrentaram ultranacionalistas ucranianos no centro dessa cidade, que fica às margens do Mar Negro, poucos meses depois da mudança de poder em Kiev e quando começava a guerra no leste da Ucrânia.

Os pró-Rússia foram perseguidos e encurralados por grupos radicais na Casa dos Sindicatos, que depois pegou fogo por causas que ainda permanecem desconhecidas.

Alguns morreram após saltar pelas janelas do edifício fugindo das chamas, enquanto o resto, segundo a versão oficial das autoridades de Kiev, morreram asfixiadas pela fumaça.

Outras seis vítimas morreram por disparos durante a batalha popular entre os integrantes de duas manifestações que se encontraram no centro da cidade.

No segundo aniversário da tragédia, as autoridades de Odessa redobraram as medidas de segurança e mobilizaram mais três mil policiais e guardas nacionais para preservar a ordem pública.

Segundo o jornal digital "Ukrainska Pravda", soldados das forças especiais "Alfa", do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU, antiga KGB) também estão patrulhando as ruas da cidade.

Segundo o governador de Odessa, Mikhail Saakashvili, "a data é utilizada pelas forças internas e exteriores que não querem a paz na Ucrânia".

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