"Estava sequestrada", diz jornalista espanhola libertada na Colômbia

(Atualiza com detalhes de Salud Hernández sobre sequestro).

Bogotá, 27 mai (EFE).- A jornalista espanhola Salud Hernández-Mora, que permaneceu na Colômbia em poder da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) nos últimos seis dias e foi libertada nesta sexta-feira, disse que "estava sequestrada" por esse grupo armado.

"Pela minha vontade, não queria minha família sofrendo dez dias, nem fazendo este show", disse ela à rede de televisão "RCN" na cidade de Ocaña, no departamento (estado) de Norte de Santander, para onde foi levada.

Hernández-Mora comentou que "poderia ocorrer um incidente" ou um problema pontual com o telefone, mas que não ficaria seis dias incomunicável.

A jornalista contou alguns detalhes de como aconteceu o sequestro na tarde do sábado passado em El Tarra, município do Norte de Santander que faz parte da região do Catatumbo, quando fazia um trabalho jornalístico.

"Estava em uma moto. Eu sempre fui imprudente, um repórter tem que ser imprudente, mas uma imprudência relativa. Segui para Buenos Aires, um caminho que há antes de chegar a Filogringo. Mudamos de moto várias vezes buscando a guerrilha", contou, até relatar o momento em que a guerrilha apareceu.

"Eles me disseram: 'Você vai ficar conosco por alguns dias'. E levaram todas as minhas coisas. Fomos mudando de lugar várias vezes", comentou.

Durante os seis dias que permaneceu em mãos do ELN a jornalista esteve em cinco lugares diferentes, segundo relatou a jornalistas em Ocaña.

"Em um (lugar) dormi duas noites. Muitas vezes esperava o dia inteiro à toa. No dia seguinte, me entregavam a outro grupo e assim (em diante)", narrou.

Hernández-Mora também agradeceu à Igreja Católica e à Defensoria Pública colombiana pela mediação para conseguir sua libertação.

Perguntada sobre os dois jornalistas da "RCN" Diego D'Pablos e Carlos Melo, que cobriam seu desaparecimento e também foram sequestrados pelo ELN, na segunda-feira, ela afirmou que não conseguiu vê-los.

No entanto, Hernández-Mora acrescentou que teve notícias deles e espera que "entre hoje ou o mais tardar amanhã" estejam de volta.

Correspondente na Colômbia do jornal espanhol "El Mundo" e colunista do colombiano "El Tiempo", a jornalista estava desaparecida desde o último sábado, quando saiu da cidade de El Tarra, aparentemente para trabalhar.

O ministro da Defesa da Colômbia, Luis Carlos Villegas, reconheceu hoje que o governo não considera claro se o caso foi de "desaparecimento, desaparecimento forçado ou sequestro", mas sim que "foi cometido um crime contra a liberdade das pessoas".

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