Igualdade e autonomia são pilares da XIII reunião sobre mulher na A. Latina

Montevidéu, 23 out (EFE).- A igualdade de gênero e a autonomia das mulheres serão dois dos principais pilares da XIII edição da Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e o Caribe, que começa em Montevidéu na terça-feira com a presença de altas autoridades e representantes de toda a região.

Os desafios da Agenda Regional de Gênero no contexto da implementação da Agenda 2030 da ONU e seus objetivos de Desenvolvimento Sustentável serão o terceiro grande pilar da reunião, patrocinada pela Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (Cepal) e realizada a cada três anos.

Nesse sentido, espera-se aprovar no encerramento do encontro, na próxima sexta-feira, a chamada Estratégia de Montevidéu para a implementação efetiva da Agenda Regional de Gênero no marco da nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Ao longo dos quatro dias do evento ocorrerão seis painéis temáticos, um painel de alto nível, uma mesa-redonda e 17 eventos paralelos.

No total, mais de 600 pessoas participarão da reunião, que contará com a presença de delegações dos 35 Estados que fazem parte da Cepal, assim como de representantes de organizações da sociedade civil, tanto regionais como internacionais.

Assim, estará em Montevidéu a diretora do Instituto da Mulher e para a Igualdade de Oportunidades da Espanha, Rosa Urbón.

E é esperada a presença de ministras e autoridades de países como Argentina, Barbados, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, entre outros.

Destaca-se a participação da diretora regional de ONU Mulheres para as Américas e o Caribe, Luiza Carvalho, brasileira que assumiu no fim de 2014 seu cargo e que teve entre suas determinações a "promoção da igualdade de gênero" e o "empoderamento" da mulher, segundo a página oficial do organismo.

A inauguração será realizada pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, junto à secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, e imediatamente depois discursarão o diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Babatunde Osotimehin, e a diretora-executiva adjunta de ONU Mulheres, Lakshmi Puri.

Bárcena e o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, apresentarão, também no primeiro dia, o documento Autonomia das mulheres e Igualdade na Agenda de Desenvolvimento Sustentável.

Os direitos e a autonomia da mulher no trabalho, seus direitos sexuais e reprodutivos, a participação das mulheres na tomada de decisões e seu direito a viver livre de violência serão alguns dos itens sobre os quais girarão em torno os painéis e mesas-medondas que se desenvolverão ao longo da cúpula.

Além das recomendações em questões relacionadas às políticas de igualdade de gênero, das avaliações periódicas sobre o cumprimento de acordos e planos regionais e internacionais também estarão sobre a mesa.

"A importância é estratégica. O que vamos discutir nestes dias é estar de acordo em como chegar à igualdade", explicou esta semana a diretora do Instituto Nacional das Mulheres (Inmujeres) do Uruguai, Mariela Mazzotti, sobre a importância deste fórum.

A alta funcionária uruguaia ressaltou que a América Latina "é o continente da desigualdade" e que dita problemática representa uma "alta preocupação" porque "afeta o desenvolvimento sustentável dos países", mas também concretamente "a vida de mulheres, de meninas, de adolescentes e de adultas maiores".

A Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e o Caribe é um órgão subsidiário da Cepal que congrega periodicamente representantes do governo, da sociedade civil e de organismos internacionais para avaliar o cumprimento dos compromissos relacionados com a igualdade de gênero na região.

O fórum começou em 1977 em Havana e a anterior versão foi realizada em 2013 em Santo Domingo.

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