Forças do Iraque atacam principal linha defensiva do EI no sul de Mossul

Yasser Yunis.

Erbil (Iraque), 28 out (EFE).- Tropas iraquianas começaram nesta sexta-feira a atacar a região de Al Shura, situada a 40 quilômetros ao sul de Mossul, e considerada a principal linha defensiva do grupo Estado Islâmico para proteger seu maior reduto no país.

Além disso, agentes da Polícia de Ninawa começaram a ser enviados para a cidade de Al Hamdaniya, ao leste de Mossul, como parte de um plano para substituir os soldados que tomaram povoados na frente leste da batalha, em uma jornada que deixou 72 jihadistas mortos.

O responsável político da região de Al Shura, Khaled Yaru, disse à Agência Efe que a artilharia da Polícia Federal começou a disparar seus canhões contra a linha defensiva, que também foi alvo de intensos bombardeios da coalizão internacional nos últimos dias.

Segundo ele, esse ataque é uma preparação para a invasão terrestre da região, que deve ocorrer nas próximas horas. Para Yaru, a queda de Al Shura é fundamental para a sequência da ofensiva para expulsar os membros do EI da capital da província de Ninawa.

O responsável político indicou que, nos dias anteriores ao ataque, as tropas iraquianas conseguiram isolar a população do restante da região para facilitar a invasão.

A frente sul de Mossul é a que ainda está mais longe do principal reduto dos jihadistas, já que as forças iraquianas e curdas estão a apenas cinco quilômetros da cidade no leste e no norte.

O reforço na ofensiva do sul coincide com a denúncia da ONU de que cerca de 8 mil famílias foram sequestradas e conduzidas por homens armados do grupo terrorista para o centro de Mossul, com o objetivo de tentar dissuadir o Exército do Iraque de atacar.

"Se trata de uma covarde estratégia para tornar imunes certas regiões da operação militar", disse a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani.

As famílias sequestradas vieram de quatro áreas distintas dos arredores de Mossul, onde vivem mais de 1 milhão de civis. A cidade está sendo alvo há 12 dias de uma grande ofensiva do Iraque.

Na retaguarda dos combates, 400 agentes foram enviados ao sul de Al Hamdaniya, situada a 20 quilômetros de Mossul, confirmou à Efe o chefe da Polícia de Ninawa, Waziq Abdel Qadir al Hamdani.

Al Hamdani indicou que a missão no terreno é controlar a situação e garantir a segurança, uma vez que as tropas concluam sua retirada escalonada na região, tomada nesta semana das mãos do EI.

Além disso, ele também anunciou que o comando-central da Polícia de Ninive será transferido a Al Hamdaniya nos próximos dias, coincidindo com a chegada de mais policiais que serão enviados de outras cidades recentemente libertadas, como Bartala.

O porta-voz da Operação Conjunta do Exército do Iraque, Yehia Rasul, anunciou em comunicado que aviões iraquianos mataram hoje 47 terroristas do EI em várias regiões do norte de Mossul. Já bombardeiros da coalizão internacional matam 25 jihadistas, além de terem destruído 12 carros-bomba e um morteiro.

Segundo Rasul, desde o início da ofensiva no último dia 17, 772 combatentes do EI morreram e 23 foram detidos. O comando do Exército do Iraque estima que o EI tem 6 mil combatentes para defender a cidade.

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