Jovem finlandesa que planejava massacre em escola é julgada

Helsinque, 11 nov (EFE).- Um tribunal de Helsinque iniciou nesta sexta-feira o julgamento de uma jovem finlandesa de 21 anos acusada de planejar um massacre em um centro escolar de Kokkola (no litoral oeste da Finlândia), imitando dois massacres similares ocorridos no país nórdico em 2007 e 2008.

A jovem, que sofre com problemas psicológicos e foi detida em setembro, tinha intenção de assassinar pelo menos 40 estudantes de forma indiscriminada na escola de ensino médio na qual estudou, segundo revela a investigação policial.

De acordo a promotora do caso, Eija Velitski, a jovem tinha dedicado mais de dois anos a planejar o massacre, desde que uma noite de julho de 2014 sonhou com um massacre escolar e começou a ficar obsessiva com o tema.

A detida era uma grande admiradora de Pekka-Eric Auvinen, o estudante de 18 de anos que se suicidou em 2007 após matar a tiros oito pessoas no instituto de Jokela, cerca de 50 quilômetros ao norte de Helsinque.

"A acusada visitou pelo menos 20 vezes o túmulo de Auvinen e verteu sobre ele seu próprio sangue, porque desta maneira queria estar em contato com ele", declarou Velitski à imprensa local antes do julgamento.

Além disso, a jovem pegou terra do túmulo de Auvinen e a levou para sua casa, onde montou uma espécie de altar para honrar o assassino do instituto de Jokela.

Segundo a promotora, a acusada tentou adquirir armas no mercado negro através de um homem de 42 anos que também é processado nesta causa judicial.

A jovem tinha já em seu poder três carregadores e 300 balas calibre 22 que o homem tinha fornecido, mas além disso tinha pistola do mesmo calibre, uma espingarda de assalto, uma escopeta de canhões recortados, granadas de mão e gás pimenta.

Seu plano consistia em entrar em seu velho instituto, buscar uma sala o mais cheia possível de estudantes e atirar no lugar gás pimenta, para depois abrir fogo sobre todas as pessoas presentes.

Depois tinha intenção de se fechar na área onde ficam os produtos de limpeza e se suicidar com um tiro na cabeça, como fez Auvinen no instituto de Jokela.

Além disso, segundo a investigação, a jovem tinha acordado com o homem que conseguiu a munição que este a ajudaria a distrair a atenção da polícia roubando um banco no mesmo município.

A detenção da jovem foi possível graças ao trabalho preventivo da Polícia finlandesa, que intensificou a busca por assassinos potenciais depois dos dois massacres perpetrados em menos de um ano em centros escolares da Finlândia.

Em novembro de 2007, Auvinen+ um estudante com problemas mentais, matou a tiros a diretora de seu instituto de bacharelado e sete companheiros em um ataque anunciado previamente no YouTube que comoveu o país nórdico.

Apenas dez meses mais tarde, Matti Saari, de 22 anos, matou dez estudantes no centro de formação profissional de Kauhajoki, ao oeste da Finlândia, onde cursava estudos de hotelaria, antes de se suicidar também com um tiro na cabeça.

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