Netanyahu diz que ataque a soldados em Jerusalém foi inspirado pelo EI

De Jerusalém

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que os quatro israelenses mortos no ataque deste domingo no qual um palestino atropelou um grupo de pessoas com um caminhão em Jerusalém Oriental são soldados e afirmou que esta ação foi inspirada pelo jihadista Estado Islâmico (EI).

Netanyahu se deslocou com seu ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, até as proximidades do assentamento israelense de Armon Hanatziv, onde, de acordo com suas palavras, aconteceu o "brutal ataque", que custou a vida de três mulheres e um homem, todos eles com cerca de 20 anos, e que deixou ainda 13 feridos.

O premiê de Israel assegurou ainda que as autoridades conhecem a identidade do autor e que este, "segundo todos os indícios, foi inspirado pelo Estado Islâmico", informou um comunicado oficial.

As autoridades não tinham confirmado até agora que as vítimas eram militares e tinham imposto a censura sobre os detalhes do ataque, possivelmente para poder comunicar a morte a seus familiares pessoalmente antes de torná-la pública, como sempre faz o exército.

Netanyahu explicou que se reuniu com Lieberman, com os chefes do Estado-Maior e do serviço secreto Shin Bet e com outros responsáveis para debater as medidas a tomar após esta ação que, segundo afirmou, poderia estar conectada com outras realizadas na França e na Alemanha também com caminhões.

O primeiro-ministro israelense antecipou que as autoridades cercaram o bairro palestino de Jabal Mukaber, muito próximo ao local do ataque e onde residia seu autor, identificado pela agência palestina "Maan" como Fadi Ahmad Hamdan.

A expectativa é que o líder israelense se reúna hoje mesmo com o gabinete de segurança para avaliar a situação.

Este ataque é o primeiro com vítimas mortais desde outubro do ano passado e inscreve-se na onda de violência que começou em outubro de 2015 e na qual morreram até hoje 46 israelenses e pessoas de outras nacionalidades.

Neste mesmo período, 246 palestinos morreram, mais de dois terços baleados ao realizar ou tentar cometer ataques e os demais em enfrentamentos com as forças israelenses.
 

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