Esposa de François Fillon é indiciada pelo caso dos empregos fantasmas

Paris, 28 mar (EFE).- Penelope Fillon, esposa do candidato conservador à presidência da França, François Fillon, foi indiciada nesta terça-feira por diversos crimes relacionados com seu envolvimento no caso dos supostos empregos fantasmas que este distribuiu na Assembleia Nacional e em uma revista.

A esposa de Fillon foi acusada de cumplicidade e receptação de desvio de fundos públicos, cumplicidade e receptação de apropriação indevida e receptação de estelionato agravado, detalharam os veículos de comunicação franceses.

A mulher do candidato compareceu hoje durante várias horas perante os juízes de instrução que tramitam o caso, que lhe comunicaram, como estava previsto, seu indiciamento.

Penelope Fillon se transforma assim na terceira indiciada por este caso após seu marido e o homem que o substituiu como deputado na Assembleia Nacional, Marc Joulaud, que continuou empregando a mulher como assistente parlamentar.

Em paralelo a esse trabalho no parlamento, a esposa do agora candidato tinha outro contrato integral com a revista "La revue des deux mondes", dirigida por um amigo de seu marido, pelo qual embolsava 5.000 euro mensais brutos.

A lei francesa impede o acúmulo de dois contratos integrais, o que, no caso de que o Penelope Fillon tivesse com a Assembleia Nacional fosse de 20 horas, representaria uma ilegalidade.

Por isso, a acusação suspeita que os Fillon poderiam também ter falsificado documentos para dar legalidade a ambos trabalhos simultâneos.

O candidato, enquanto isso, continua defendendo sua inocência e acusa o atual presidente, François Hollande, de ter criado um complô contra ele para evitar que chegue ao Palácio do Eliseu.

Uma linha de defesa que, segundo as pesquisas, não está dando resultados por enquanto.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo consórcio de veículos de comunicação públicos revela que o candidato conservador está em terceiro com, 18% das intenções de voto no primeiro turno, marcado para o próximo dia 23 de abril, atrás da ultradireitista Marine le Pen (25%) e do independente Emmanuel Macron (24%).

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