Governador mexicano é acusado de desviar ajuda para vítimas do terremoto

Cidade do México, 22 set (EFE).- Denúncias divulgada nas redes sociais acusam o governo do estado mexicano de Morelos de desviar a ajuda para a população afetada pelo terremoto de 19 de setembro para etiquetá-la com seus próprios logotipos e usá-la com fins políticos, o foi negado nesta sexta-feira pela administração estatal.

De acordo com as denúncias, a esposa do governador Graco Ramírez, Elena Cepeda, ordenou que toda a assistência humanitária fosse enviada às instalações do Sistema Estadual para o Desenvolvimento Integral da Família (DIF), que ela preside, para que depois seja distribuída em caixas com logotipos dessa instituição.

O governo do estado emitiu um comunicado em que diz lamentar "a difusão através de redes sociais de informação que não corresponde à realidade".

"Os mantimentos, materiais médicos, roupas, brinquedos e ferramentas que a sociedade civil enviou através da Representação do Estado, bem como do DIF, estão sendo canalizados a todos e a cada uma das populações afetadas pelo sismo", garantiu.

O governo solicitou ainda à população que "não se deixe levar por falsos rumores de pessoas que têm outras intenções e que lamentavelmente afetam as vítimas do terremoto".

Nas ruas de Cuernavaca, capital de Morelos, foi possível ver hoje cenas de pessoas tirando pacotes de caminhões com assistência procedente de outros estados e colocando-os em carros particulares, sem que se saiba com certeza de a quem podem pertencer.

Uma mulher que trabalha em um centro civil de aprovisionamento denunciou que pessoas chegaram para levar os mantimentos e as roupas para armazéns do DIF.

"O procurador-geral do estado está aqui. Temos as placas dos veículos, os lugares. Identificamos a quem pertencem essas placas. Já temos praticamente os registros completos", declarou o titular de Segurança Pública de Morelos, Alberto Capella.

O terremoto de 19 de setembro, de magnitude 7,1, deixou até agora 154 vítimas fatais na Cidade do México, 73 em Morelos, 45 em Puebla, 13 no Estado do México, seis em Guerrero e uma em Oaxaca, totalizando 292 mortos.

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