Twitter fecha mais de 200 contas vinculadas a operadores russos

Washington, 28 set (EFE).- O Twitter fechou 201 contas que estavam vinculadas aos mesmos operadores russos que publicaram milhares de anúncios políticos no Facebook, informou nesta quinta-feira a rede social.

O vice-presidente da empresa para políticas públicas, Collin Crowell, adiantou essa informação hoje ao Congresso dos Estados Unidos, a portas fechadas, dentro das investigações realizadas por diversos comitês do Legislativo para elucidar o grau de ingerência russa nas eleições presidenciais de 2016.

"Das aproximadamente 450 contas que o Facebook compartilhou recentemente como parte da sua revisão, concluímos que 22 tinham contas correspondentes no Twitter. Todas essas contas identificadas já tinham sido imediatamente suspensas do Twitter por infringir nossas regras, a maioria por violar nossas proibições contra o spam", explicou o Twitter hoje em seu blog oficial.

"Além disso, a partir dessas contas encontramos outras 179 contas relacionadas ou vinculadas, e tomamos medidas contra as quais encontramos violação das nossas regras", acrescentou.

"Nem as contas originais compartilhadas pelo Facebook, nem as contas adicionais relacionadas que identificamos, se registraram como anunciantes no Twitter. No entanto, seguiremos investigando e tomaremos medidas contra tudo que viole nossos termos de serviço", completou a empresa.

A empresa também constatou que três contas da emissora "Russia Today", com fortes laços com o Kremlin, gastaram um total de US$ 274.100 em anúncios na sua plataforma nesse ano.

A reunião entre a empresa e os investigadores do Congresso é parte de uma investigação sobre como os operadores russos usaram Facebook, Google, Twitter e outras redes sociais para semear a divisão e a desinformação durante a corrida à Casa Branca.

Essas empresas americanas estão recebendo cada vez mais pressão do Congresso para investigar a intromissão da Rússia nas suas plataformas, e enfrentam a possibilidade da criação de novos regulamentos que poderiam afetar seus negócios de publicidade em massa.

Na semana passada, os senadores democratas Amy Klobuchar e Mark Warner pediram a seus colegas que apoiem um projeto de lei que criaria novos requisitos de transparência para as redes sociais que publicam anúncios políticos, similares aos já existentes para a televisão.

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