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Prefeito do Rio defende turismo em favelas desde que haja "preparação"

24/10/2017 15h17

Rio de Janeiro, 24 out (EFE).- O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, defendeu nesta terça-feira as visitas turísticas em favelas, mas desde que antes existam "medidas preparatórias, enquanto o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, classificou a morte da turista espanhola na Rocinha ontem como um fato isolado.

A morte de María Esperanza Jiménez, uma espanhola de 67 anos, atingida por um tiro realizado por um policial militar quando descia da favela, foi, para Pezão, "um ponto fora da curva".

"É muito triste e lamentável. Nenhum membro da Polícia Militar nem da Polícia Civil está treinado para isso", disse Pezão.

"Ontem ocorreu um ponto fora da curva que entristeceu toda a área de segurança", disse o governador em relação ao autor do disparo que acabou com a vida da turista espanhola.

Já Crivella defendeu as visitas turísticas às favelas ao falar sobre o incidente de ontem.

"Tivemos uma tragédia porque um oficial da Polícia Militar atuou fora do protocolo. A regra são os bons policiais, que vão continuar mantendo a segurança na Rocinha", disse.

O prefeito do Rio disse que dialogará com as autoridades de segurança do estado para estudar "medidas preparatórias" para essas visitas, que ele diz "incentivar".

A Polícia Civil acusou o tenente Davi dos Santos Ribeiro, autor do disparo que matou a espanhola, de homicídio culposo. O policial disparou contra o carro no qual a vítima estava, acompanhada de seu irmão, sua cunhada, uma guia turística e um motorista.

Ribeiro foi detido, acusado formalmente de homicídio qualificado e está em uma prisão especial para policiais. Ele vai aguardar em regime fechado o julgamento sobre o caso.

O corpo da espanhola foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) após ser reconhecido pelo irmão da vítima e enviado a uma funerária, onde será preparado para ser levado à Espanha.

De acordo com fontes do Consulado da Espanha, o procedimento ainda depende de autorizações da Polícia Federal e do Ministério das Relações Exteriores. Por esse motivo, ainda não há previsão de quando o corpo poderá ser enviado à Espanha.