Esposa do autor do massacre de Orlando sabia que ele faria ataque em boate

  • Gregg Newton/AFP

A esposa do autor do massacre de Orlando, nos Estados Unidos, ocorrido em 2016, onde morreram 49 pessoas e dezenas ficaram feridas em uma boate gay, conhecia seus planos há algum tempo, foi o que ela disse em seu depoimento ao FBI e informou na sexta-feira (5) o jornal local "The Orlando Sentinel".

Um agente do FBI recolheu em um documento de doze páginas, assinado por Noor Salman, suas declarações durante 18 horas de entrevista após o ataque terrorista e tiroteio em massa que comoveu o país e o mundo.

Noor disse que quando seu marido, Omar Mateen, saiu de casa naquele dia 12 de junho, ela já sabia que ele seguiria para Orlando com o objetivo de realizar o massacre na discoteca Pulse e que tinha visto ele preparando o ataque durante meses.

Esse testemunho foi revelado ontem pelo "Orlando Sentinel" depois que as autoridades federais divulgassem discretamente no final de dezembro em uma série de documentos sobre o caso.

"Meus medos tornaram-se realidade e ele fez o que disse que faria. Eu me negava acreditar, não podia acreditar que o pai do meu filho fosse ferir outras pessoas", relatou Noor Salman, ao agente do FBI.

A defesa dela solicitou que estas declarações não fossem incluídas no julgamento, previsto para março, com o argumento que estava sob custódia quando as fez e não foi informada adequadamente sobre seus direitos (Advertência de Miranda).

Os advogados do governo asseguram, no entanto, que a esposa de Omar Mateen não estava sob custódia, que ela era livre para sair a qualquer momento e que suas declarações foram voluntárias.

Noor Salman enfrenta acusações por ajudar a uma organização terrorista e obstrução da Justiça.

Omar Mateen, um guarda de segurança que jurou lealdade ao Estado Islâmico (EI), entrou armado com um fuzil de assalto e uma pistola automática no clube Pulse, quando era realizada uma festa latina e disparou indiscriminadamente.

Ele matou 49 pessoas e feriu pelo menos 68 antes que policiais o matassem.

Os advogados da viúva asseguram que ela não tinha conhecimento dos planos de Mateen nem das suas ligações com grupos terroristas islâmicos.

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