Keiko Fujimori se diz "absolvida" pela Odebrecht e pede arquivamento do caso

Lima, 28 fev (EFE).- Keiko Fujimori, filha do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, pediu nesta quarta-feira o arquivamento da investigação contra ela, por supostamente ter recebido dinheiro da Odebrecht para financiar sua campanha eleitoral de 2011, por se considerar eximida de culpa pelo ex-diretor da empresa no Peru.

A filha de Fujimori destacou em entrevista coletiva que o ex-representante da Odebrecht, Jorge Barata, prestou depoimento hoje perante promotores peruanos e disse que nunca entregou dinheiro algum a ela, mas aos ex-ministros fujimoristas Jaime Yoshiyama e Augusto Bedoya.

"Tenho certeza que Yoshiyama e Bedoya farão suas defesas correspondentes. O senhor Yoshiyama já tornou público um comunicado público em que nega estas afirmações", destacou Keiko Fujimori.

Nesse sentido, a líder do partido Força Popular ressaltou que Barata reconheceu que não tem nenhuma prova dos supostos repasses que afirma ter feito aos dois ex-ministros.

Keiko frisou que o ex-diretor da construtora brasileira no Peru não a citou quando revelou em seu depoimento ter recebido ligações de agradecimento do atual presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, dos ex-presidentes Alejandro Toledo e Ollanta Humala, e da ex-prefeita de Lima, Susana Villarán, pelos repasses entregues.

"Quem disse que recebi dinheiro da Odebrecht, mentiu. Espero que a investigação contra minha pessoa seja arquivada. Não recebi dinheiro da Odebrecht nem entrou dinheiro desta empresa no meu partido", sentenciou Keiko Fujimori.

A promotoria do Peru abriu uma investigação sobre Keiko e a Força Popular por um suposto crime de lavagem de dinheiro após encontrar nas anotações de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora, uma frase que dizia "Aumentar Keiko para 500 e fazer visita".

Em seu depoimento para promotores peruanos realizado hoje em São Paulo, Barata ratificou que sua empresa repassou dinheiro para financiar as campanhas eleitorais de políticos peruanos como Keiko Fujimori, Alan García, Alejandro Toledo, Ollanta Humala e Susana Villarán, além de contratar palestras de Kuczynski.

O caso Odebrecht no Peru se centra em traçar o rastro dos subornos pagos a funcionários entre 2005 e 2014 para garantir contratos milionários em obras públicas, período que compreende dos mandatos presidenciais de Toledo (2001-2006), García (2006-2011) e Humala (2011-2016), além das supostas doações a campanhas eleitorais dos principais líderes políticos.

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