Filho de Woody Allen defende pai e acusa mãe, Mia Farrow, de abuso

Nova York, 24 mai (EFE).- Moses Farrow, um dos filhos do cineasta Woody Allen e da atriz Mia Farrow, negou nesta quinta-feira que o pai abusasse sexualmente da irmã dele Dylan quando ela era criança, e afirmou que a pessoa que praticava abusos na casa era a mãe.

Em texto publicado em um blog pessoal, Moses começa afirmando que não podia "ficar em silêncio", enquanto condenam seu pai por "um crime que não cometeu" e que compartilha agora a sua história à espera de que "a verdade possa ter um julgamento justo".

A acusação de Dylan Farrow contra o pai foi divulgada em 1992, no meio da tumultuada separação de Allen e Farrow, mas a Justiça decidiu não processar o cineasta após uma investigação, e desde então ele negou as alegações. Dylan, hoje com 32 anos, reafirmou a acusação em 2014 e deu em janeiro deste ano a primeira entrevista na TV sobre o tema, no meio da avalanche de casos de agressão sexual em Hollywood e com apoio dos movimentos contra o assédio "Me too" e "Time's Up".

De acordo com Moses, sobre o suposto dia dos fatos, 4 de agosto de 1992, Mia Farrow estava há um tempo "compreensivelmente furiosa" porque sabia sobre a relação que o cineasta mantinham com a filha adotiva, Soon-Yi, então com 21 anos, e com quem acabou se casando.

"Por meses, ela estava martelando nas nossas cabeças como um mantra: Woody era "mal", "um monstro", "o diabo", e Soon-Yi estava "morta para nós", escreve o terapeuta e fotógrafo, hoje com 40 anos.

Moses ressalta que Mia tentava projetar a imagem de família feliz com filhos biológicos e adotados, mas que "isso estava longe de ser verdade". Ele diz ter visto "irmãos, alguns cegos ou com deficiência física, arrastados por um lance de escada para serem colocados em um quarto ou armário, e então terem a porta trancada do lado de fora". Segundo ele, Soon-Yi era o "bode expiatório mais frequente".

Dylan Farrow reagiu ao texto com uma mensagem no Twitter e o tachou de "tentativa de desviar as atenções de uma acusação crível de uma mulher adulta" e parte de um "esforço maior" para desacreditá-la e desviar o assunto.

Por outro lado, o irmão mais novo de ambos, o jornalista Ronan Farrow, que divide um Prêmio Pulitzer com o "The New York Times" por revelar os casos de abuso em Hollywood, se posicionou do lado de Dylan e destacou o "trabalho extraordinário" de Mia como mãe, que "obteve a custódia única para proteger" as filhos de Allen.

"Todos crescemos com ofertas dele (Allen) para falar contra a nossa mãe em troca de apoio", declarou Ronan, de 30 anos, que afirmou que as alegações da irmã estão apoiadas em "evidências críveis, incluindo provas físicas e testemunhas".

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