Procuradoria exige que Sara Netanyahu devolva dinheiro para evitar processo

Jerusalém, 27 mai (EFE).- O Ministério Público de Israel deu um ultimato a Sara Netanyahu para que aceite um acordo e devolva ao Estado parte das despesas pessoais que supostamente custeou com fundos públicos, em troca de evitar seu indiciamento, segundo informou neste domingo a emissora israelense "Canal 2".

O procurador-geral, Avijai Mandelblit, teria proposto que a esposa do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reembolsasse dinheiro aos cofres públicos e assumisse alguma das acusações contra ela que constam na investigação policial.

Segundo a emissora, o acordo proposto contempla a devolução de um mínimo de 200.000 shekels (cerca de R$ 200 mil), quantia que teria sido rejeitada pela equipe legal de Sara, que só aceitou pagar 50.000 shekels.

Sara Netanyahu está sendo investigada pela polícia como suspeita de contratar chefs particulares e fazer pedidos de comida no valor de dezenas de milhares de shekels ao mês em restaurantes de luxo com recursos do erário, segundo a minuta de acusação.

De acordo com a equipe legal de Netanyahu, ela "não estava consciente de que podia estar cometendo algum delito" e confiava nos administradores financeiros da residência e do escritório do primeiro-ministro.

Os advogados também alegaram que, como Sara Netanyahu não é uma funcionária pública, não pode ser indiciada por fraude ou quebra de confiança.

Segundo a acusação, desde setembro de 2010 e até março de 2013, Sara Netanyahu e o ex-vice-diretor-geral do escritório do primeiro-ministro, Ezra Saidof, se puseram de acordo para criar a falsa impressão de que não havia um cozinheiro empregado na residência oficial de Jerusalém.

Sara Netanyahu tem até o final da semana - em Israel, até a próxima sexta-feira, antes do shabat - para pronunciar-se sobre o acordo, antes que o procurador tome uma decisão sobre seu indiciamento, segundo o site do jornal "The Times of Israel".

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