EUA anunciam que serão mais "agressivos" para resolver crise rohingya

Washington, 29 mai (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira que será "mais agressivo" para resolver a crise dos rohingyas e chamou à comunidade internacional a "reagir mais" para acabar com o assédio do Exército de Mianmar contra essa minoria.

"Acredito que deveríamos ser mais agressivos", afirmou o embaixador para a liberdade religiosa do Departamento de Estado, Sam Brownback, em entrevista coletiva para apresentar o relatório anual sobre o tema.

Brownback considerou em várias ocasiões que é necessária "uma maior reação" da comunidade internacional para resolver a crise dos rohingyas e sugeriu que os Estados Unidos poderiam tentar uma aliança com outros países, embora não tenha detalhado uma estratégia concreta.

"Acho que resolver isto vai demandar um grande esforço da comunidade internacional, acho que vai requerer ações e acho que veremos mais ações" afirmou Brownback.

O Departamento de Estado realizará nos dias 25 e 26 de julho, em Washington, a primeira reunião ministerial sobre liberdade religiosa para identificar as ameaças a esse direito e debater medidas para acabar com a perseguição e discriminação por razão de credo. O secretário de Estado, Mike Pompeo, foi o encarregado de anunciar hoje, em entrevista coletiva, esse encontro, que terá a participação de aliados dos Estados Unidos.

Brownback visitou recentemente os campos de refugiados rohingyas em Bangladesh e pediu permissão para viajar ir a Mianmar e se reunir com a chefe de fato do governo Aung San Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991. No entanto, segundo contou hoje, as autoridades birmanesas negaram a possibilidade e também não deixaram que ele visitasse o estado de Rakhine, de onde os rohingyas começaram a fugir a nove meses.

Em novembro do ano passado, o governo dos Estados Unidos qualificou os abusos contra os rohingyas em Rakhine como "limpeza étnica" e um mês depois sancionou o chefe militar birmanês, Maung Maung Soe. Apesar das acusações de "violência, discriminação e assédio" contra os rohingyas, o Departamento de Estado defende que "devido ao fato de que religião e etnia são muito vinculadas, é difícil afirmar que os incidentes ocorreram somente com base nas crenças religiosas".

O relatório apresentado hoje é elaborado todo ano a pedido do Congresso americano, e instrui o secretário de Estado a decidir em um prazo de 90 dias se há algum país "de preocupação especial" pela falta de liberdade religiosa, o que pode restringir a ajuda econômica a esse local. Mianmar está atualmente nessa lista negra e, como consequência, tem a venda de armas restrita.

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