ONG diz que pobreza, conflito e exclusão ameaçam 1,2 bilhão de crianças

Guillermo Ximenis.

Londres, 30 mai (EFE).- A pobreza, os conflitos e a discriminação de gênero ameaçam a infância de mais da metade das crianças do mundo, alerta um relatório divulgado nesta quarta-feira pela organização humanitária Save the Children e que analisa a situação de 175 países.

Os três principais fatores de risco identificados no estudo afetam mais de 1,2 bilhão de crianças, enquanto quase 153 milhões estão na situação de "risco extremo", vivendo em 20 países atingidos pelas três ameaças ao mesmo tempo - incluindo Sudão do Sul, Somália, Iêmen e Afeganistão, conforme o estudo publicado antes dois dias do Dia Internacional do Criança, que será na próxima sexta-feira, 1º de junho.

A ONG britânica detalha que a pobreza condena 1 bilhão de menores a ter mais possibilidades de morrer antes dos 5 anos, ter problemas de crescimento por desnutrição, ficar de fora da escola ou ser obrigado a trabalhar; que 240 milhões vivem em países imersos em conflitos, o que acarreta na diminuição da expectativa de vida e que 575 milhões de meninas vivem em países onde o preconceito de gênero é uma questão séria, o que aumenta as chances de que tenham a educação negada e sejam forçadas a se casar ou ter filhos antes de estar emocional e fisicamente preparadas. A desnutrição, a propagação de doenças e a falta de atendimento médico mata 20 vezes mais crianças em zonas de conflito do que a própria violência, segundo a organização.

O Save the Children indica que, apesar de ter notado melhorias nas condições da infância em 95 países no último ano, "o progresso não está acontecendo rápido o suficiente" e em 40 países a situação piorou nos últimos meses.

"Mais da metade das crianças do mundo começa a vida com marcas por motivos como ser menina, viver na pobreza ou estar em uma zona de guerra. Se não se tomarmos ações urgentes, nunca cumpriremos as promessas feitas por todos os países nas Nações Unidas em 2015 de garantir que até 2030 todos as crianças sobrevivem, recebem educação e estejam protegidas", afirmou a diretora-geral da Save the Children International, Helle Thorning-Schmidt.

Neste cenário, o Brasil aparece na classificação do "Índice do Fim da Infância" na 93ª posição, no grupo de países onde "algumas crianças perdem a infância". Conforme essa lista, o local onde a infância é menos afetada é Singapura e o país onde as crianças são mais prejudicadas é o Níger.

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