Governo nicaraguense relata ataque a caravana com 1 morto e 22 feridos

Manágua, 30 mai (EFE).- O governo da Nicarágua denunciou, nesta quarta-feira, um ataque por parte de "grupos de vândalos da direita golpista" a uma caravana sandinista que dirigia-se para Manágua com o objetivo de participar de uma manifestação convocada pelo próprio governo e que terminou com um morto e 22 feridos.

Em declarações aos veículos de imprensa oficiais, o prefeito de Estelí, Francisco Valenzuela, afirmou que esta agressão foi cometida "com pedras, morteiros e armas de fogo", e afirmou que uma pessoa morreu e outras 22 ficaram feridas, entre elas agentes policiais.

"Estamos em uma situação bastante difícil, pois estávamos sobre as atividades que estão ocorrendo em Manágua, em ocasião ao Dia das Mães Nicaraguenses. A caravana foi brutalmente agredida por pessoas que estão nos tranques (bloqueios) no município de La Trinidad", afirmou o prefeito sandinista.

Valenzuela disse que apesar do esforço que fizeram para passar pelo bloqueio através do diálogo, foram agredidos pelos opositores.

Dos feridos, "alguns estão em estado grave, com marcas de bala, e que estão sendo feitas as observações necessárias para o diagnóstico. Realmente foi um massacre, a número de companheiros e companheiras que foram agredidos com fuzis, morteiros e outros artefatos", disse.

Por sua parte, o subdiretor da Polícia Nacional, Comissário-Geral Francisco Díaz, informou que perto do "meio-dia no quilômetro 124 da estrada pan-americana Norte, no município de La Trinidad, departamento de Estelí foi atacada uma caravana da Frente Sandinista que se dirigia com famílias para a cidade de Manágua para participar da cantata em homenagem às mães nicaraguenses", informou.

De acordo com o funcionário, este grupo de pessoas, cujos os rostos estavam cobertos e encapuzados, atacou os sandinistas com armas de fogo, pedras e outros objetos.

"A Polícia Nacional condena energicamente estes atos de violência", concluiu.

Precisamente a "mãe de todas as marchas", em apoio às 83 mulheres que perderam seus filhos durante os protestos contra o governo de Daniel Ortega na Nicarágua, terminou hoje com um tiroteio, onde pelo menos oito pessoas ficaram feridas nas imediações da Universidade Centroamericana (UCA), em Manágua.

A Nicarágua atravessa uma crise sociopolítica que deixou pelo menos 83 mortos desde o dia 18 de abril.

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