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Suposto ataque suicida no centro de Túnis deixa pelo menos 9 feridos

29/10/2018 13h24

Túnis, 29 nov (EFE).- Pelo menos nove pessoas, oito delas agentes da segurança, ficaram feridas nesta segunda-feira em um suposto ataque suicida cometido diante do Teatro Municipal de Túnis, no centro da capital tunisiana, informaram à Agência Efe fontes de segurança.

Segundo essas fontes, o ataque teria sido cometido por uma jovem de cerca de 30 anos procedente da província de Mahdia que, aparentemente, acionou os explosivos que levava junto ao corpo ao passar por uma patrulha da polícia na avenida mais importante e populosa da cidade.

"O explosivo não era muito potente e isso evitou a ocorrência de um novo massacre no país", palco há três anos de três atentados jihadistas que tiraram a vida de 72 pessoas, 60 delas turistas estrangeiros, acrescentaram.

Logo após a explosão, soldados da polícia que estavam nos arredores e agentes dos serviços de segurança procedentes do Ministério de Interior isolaram a área.

Quatro ambulâncias foram enviadas ao local para levar os feridos mais graves e atender outras pessoas afetadas pelo fato, explicaram à Efe testemunhas.

"Eu estava sentado aqui e senti a explosão. As pessoas começaram a gritar e foi um caos. Ainda estamos assustados", afirmou um homem que estava em um dos vários cafés da avenida.

Este é o primeiro atentado jihadista que ocorre na capital desde 24 de novembro de 2015, quando um homem vestido com um colete-bomba entrou em um microônibus de transporte de soldados e matou 12 guardas presidenciais.

Cinco meses antes, um homem armado com um fuzil matou a tiros 38 pessoas, a maioria turistas britânicos que descansavam na praia de um conhecido hotel de luxo na cidade Sousse, 110 quilômetros ao sul da capital.

Em março desse mesmo ano, a cadeia de atentados jihadistas começou com o ataque ao Museu do Bardo, ícone turístico da cidade, onde dois homens armados com rifles mataram 22 turistas.

Todos os ataques foram reivindicados por grupos locais vinculados à organização jihadista Estado Islâmico.

Desde então, a Tunísia está sob estado de emergência, que é renovado a cada três meses e que concede aos corpos de segurança nacional poderes especiais dentro da luta contra o terrorismo.