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Ex-primeiro-ministro paquistanês Sharif chega à prisão após ser condenado

24/12/2018 13h57

Islamabad, 24 dez (EFE).- O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif entrou na prisão nesta segunda-feira, horas depois de ser condenado a sete anos de reclusão por possuir uma fábrica de aço e ser declarado inocente em outro caso de corrupção.

Mohammed Arif, porta-voz da penitenciária de Adiala, na cidade de Rawalpindi, vizinha a Islamabad, informou à Agência Efe que Nawaz chegou à prisão poucas horas depois que um tribunal o condenou a sete anos.

Uma fonte do tribunal que preferiu manter o anonimato indicou que o advogado de Nawaz pediu ao juiz para que o cliente fosse encaminhado a uma prisão de Lahore, o seu reduto político. A solicitação foi aceita.

Assim, Sharif será transferido na terça-feira para a prisão de Kot Lakhpat, após passar a noite na penitenciária de Adiala, em Rawalpindi.

O juiz Arshad Malik condenou Nawaz a sete anos de prisão e também o aplicou uma multa de US$ 2,5 milhões por considerar que a empresa Al-Azizia Steel Mills, em nome de um dos seus filhos na Arábia Saudita, pertence ao ex-primeiro-ministro, que não conseguiu provar como financiou esse projeto.

Em compensação, o juiz inocentou Sharif em outro caso de suposta corrupção envolvendo uma empresa de investimentos no Reino Unido.

O ex-primeiro-ministro já havia sido condenado a 10 anos de prisão por possuir quatro apartamentos de luxo em uma prestigiada região de Londres e preso por isso, mas acabou libertado em setembro, enquanto um tribunal estuda o seu recurso.

Sharif, de 68 anos, foi inabilitado em julho de 2017 pelo Tribunal Supremo por não declarar o dinheiro que recebeu de uma empresa de um filho, irregularidade descoberta após a publicação dos Panama Papers.

Esses documentos revelaram em abril de 2016 que três dos quatro filhos de Sharif criaram empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, com as quais controlavam propriedades em Londres, o que levou o Supremo a abrir uma investigação após um ano de protestos da oposição.

A investigação revelou também a existência da empresa Al-Azizia Steel Mills na Arábia Saudita e a companhia de investimentos no Reino Unido. EFE