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Morrem 17 pessoas em ataque armado no noroeste da Nigéria

24/12/2018 12h22

Abuja, 24 dez (EFE).- Pelo menos 17 pessoas morreram neste fim de semana em um ataque de homens armados em uma comunidade rural no noroeste da Nigéria, no estado de Zamfara, informaram nesta segunda-feira fontes policiais.

Os agressores chegaram em motocicletas à aldeia de Magami, no distrito de Maradum, segundo um porta-voz da polícia citado pela Agência Estatal de Notícias da Nigéria, Mohammed Shehu.

Uma vez na aldeia, os agressores dispararam de forma indiscriminada contra quem tentava fugir, segundo uma testemunha citada pelo jornal local "Daily Trust".

Zamfara, um estado predominantemente muçulmano e agrícola, sofre com incessantes ataques de ladrões de gado e bandidos armados, que também costumam realizar sequestros.

Apesar do envio de tropas para conter a escalada de violência, 50 pessoas foram assassinadas nessa região apenas neste mês, segundo a apuração de diversos veículos de imprensa locais.

Este último ataque aumenta a preocupação em matéria de segurança nacional, em um país que já enfrenta uma insurgência jihadista no nordeste devido à incidência do Boko Haram.

"O luto e os funerais se transformaram em parte da vida cotidiana das pessoas de Zamfara e Birnin Gwari", denunciou hoje no Twitter o senador e ativista dos direitos humanos, Shehu Sani.

"As elites políticas do norte guardam silêncio sobre os frequentes assassinatos e sequestros na região por três razões: o medo de serem vistos como oposição ao governo, a crença de que o presidente está fazendo todo o possível e a indiferença porque são os pobres que morrem", salientou Sani.

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, que busca a reeleição para outros quatro anos de mandato em fevereiro do ano que vem, enfrenta críticas generalizadas da oposição pelo clima crescente de insegurança que vive o país.

Buhari foi eleito em 2015 com a promessa de erradicar a violência do Boko Haram no nordeste, que desde 2009 deixou mais de 20 mil mortos e provocou o deslocamento de 2 milhões de pessoas. EFE