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Sicília declara estado de calamidade após terremoto e erupção do vulcão Etna

26/12/2018 16h42

Roma, 26 dez (EFE).- O governador da região da Sicília, Nello Musumeci, antecipou nesta quarta-feira que, após o terremoto desta madrugada, provocado por uma erupção do vulcão Etna, enviará amanhã uma declaração de estado de calamidade ao governo da Itália.

O responsável pelo governo da Catania, Claudio Sammartino, criou um gabinete de crise em coordenação com a Proteção Civil. Entre outras coisas, o órgão está organizando que escolas e ginásios serão abertos para receber as centenas de pessoas que tiveram que deixar suas casas, destruídas ou danificadas pelo tremor.

O governo da Sicília informou que cerca de 600 pessoas terão que ser hospedadas nesses locais ou em hotéis próximos à região.

Um terremoto de magnitude 4,8 na escala Richter sacudiu nesta quarta-feira, às 3h18 locais (0h18 em Brasília), a província de Catânia, na Sicília, no sul da Itália, deixando dez pessoas levemente feridas e provocando alguns danos e desmoronamentos.

O tremor, que tem relação com a erupção do vulcão Etna há dois dias, teve como epicentro as localidades de Viagrande e Trecastagni, com uma profundidade de um quilômetro, informou o Observatório do Etna do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia.

Os dez feridos sofreram apenas pequenas contusões devido à queda de objetos, enquanto várias casas velhas e abandonadas desabaram parcialmente nas cidades de Fleri e Zafferana Etnea.

Em Fleri, uma família de quatro pessoas, mãe, pai e dois filhos mais novos, viram as paredes de sua casa desmoronarem, mas saíram ilesos, enquanto um idoso de 80 anos que ficou gravemente ferido e teve que ser resgatado entre os escombros.

O terremoto também danificou a Igreja de Maria Santíssima de Carmelo e a torre do sino desmoronou. Além disso, o sismo destruiu a estátua de Santo Emídio, considerado o protetor dos terremotos em Pennisi, um vilarejo de Acireale, e também provou danos à Igreja do Sagrado Coração em Santa Venerina

O chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli, afirmou que a atividade do Etna está diminuindo e que o pior já passou.

A região será visitada amanhã pelos líderes dos dois partidos que foram o governo da Itália, Luigi Di Maio (Movimento 5 Estrelas) e Matteo Salvini (Liga Norte).

Sobre a erupção do vulcão da ilha de Stromboli, que também entrou em atividade nas últimas horas, o diretor do Instituto de Geofísica e Vulcanologia da Catânia, Eugenio Privitera, negou a existência de qualquer relação com o Etna e afirmou que é apenas uma coincidência.

Privitera afirmou que a grande atividade sísmica atual é motivo de preocupação. "Um terremoto tão forte é um evento forte por si só", explicou. EFE