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Supostos assassinos de turistas no Marrocos podem ser condenados à morte

30/12/2018 16h00

Rabat, 30 dez (EFE).- A Promotoria do Marrocos atribuiu neste domingo a 15 detidos acusações que são passíveis de penas de morte pelo assassinato de duas turistas escandinavas em uma região montanhosa do Marrocos em 17 de dezembro.

O procurador do rei diante do Tribunal de Apelações de Rabat, Hassan Daki, afirmou em comunicado que os detidos, que fazem parte de um total de 22 presos por este caso, foram acusados de "atentar de forma premeditada contra a vida de pessoas".

Além disso, a Promotoria acusou essas pessoas, todas de nacionalidade marroquina e processadas no marco da lei antiterrorista, de "cometer um crime mediante atos bárbaros", "formar uma organização para preparar e cometer atos terroristas" e de incitação e apologia ao terrorismo, entre outras.

Os acusados, que já cumpriram o prazo máximo de 12 dias sob custódia policial e passarão hoje para prisão preventiva, podem inclusive ser condenados à pena de morte, de acordo com o Código Penal marroquino.

Os 15 acusados compareceram hoje diante do juiz de instrução no Tribunal de Apelação de Salé, perto de Rabat e especializado em casos de terrorismo, para que a investigação avance.

O crime aconteceu na noite de 17 de dezembro, quando as duas turistas, a dinamarquesa Louisa Vesterager Jespersen (de 24 anos) e a norueguesa Maren Ueland (de 28), foram degoladas por supostos extremistas no vale Imlil, no Alto Atlas, uma zona conhecida pelo turismo de montanha.

A nota da Promotoria revelou que três dos 15 detidos que compareceram hoje diante do juiz de instrução já tinham cumprido penas de prisão por participar de outros atos terroristas, sem dar mais detalhes.

No domingo, o porta-voz da polícia marroquina, Bubker Sabik, garantiu que mais de 2,9 mil pessoas que já cumpriram penas de prisão por casos de extremismo e terrorismo no Marrocos estão atualmente em liberdade.

Além disso, explicou que uma parte importante destas pessoas voltou a se integrar na sociedade, embora tenha ressaltado que "o perigo ainda existe", por isso que os serviços de segurança vigiam estes ex-detentos.

Após o crime, circulou nas redes um vídeo, cuja veracidade foi confirmada pela Promotoria marroquina, no qual se via quatro dos principais suspeitos no crime jurando lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico. EFE