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Guaidó ordena que militares não disparem contra manifestantes na Venezuela

27/01/2019 18h43

Caracas, 27 jan (EFE).- O chefe do Parlamento e autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, fez neste domingo uma determinação aos militares do seu país: que não disparem, nem reprimam os cidadãos que se manifestam nas ruas para exigir o fim da crise.

"Hoje, dou uma ordem a vocês: não disparem no povo da Venezuela, nos que, de maneira clara e constitucional, saíram para defender sua família, seu povo, seu trabalho, seu sustento. Hoje, soldados da Venezuela, dou uma ordem a vocês: não reprimam manifestações pacíficas", disse o líder do partido Voluntad Popular.

Guaidó afirmou que o "chavismo" quis estender a mão a militares e policiais, ao iniciar uma campanha para fazer os dois grupos uma lei aprovada recentemente pelo Parlamento, que visa que os funcionários desconheçam o governo de Nicolás Maduro.

Neste sentido, o vice-presidente do Parlamento, Édgar Zambrano, está organizando uma reunião com vítimas e familiares de jovens venezuelanos mortos em protestos pelas forças de segurança, para garantir que não haverá impunidade.

"A anistia é para gerar governabilidade e avançar. Não para que assassinem jovens", garantiu Guaidó.

Além disso, o presidente autoproclamado fez apelo a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, a quem pediu para observar o caráter das manifestações no país, assim como a situação das mortes em protestos. EFE